Após reconhecer resultado da eleição, PL não se manifesta sobre carta golpista de Flávio
Após fugir do Brasil, Flávio Bolsonaro desembarcou em Miami nesta quarta-feira, 28
Por Agência Estado, Rogeslane Nunes
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Atualizado às 19:39, 28/10/2026 | Publicado às 18:34, 28/10/2026
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O Partido Liberal (PL) preferiu não se posicionar sobre a carta em que seu candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro, se autoproclamou "presidente eleito do Brasil". Questionado pela reportagem sobre o tema, o partido afirmou que ainda não tinha um posicionamento.
Na segunda-feira, 26, a sigla reconheceu o resultado da eleição, em nota assinada pelo presidente do partido, Valdemar Costa Neto.
Carta de Flávio Bolsonaro
Mais cedo, Flávio publicou uma declaração em se apresentava como "presidente eleito". Pouco depois, no entanto, recuou e alterou o conteúdo para "líder do Brasil".
A primeira versão chegou a ser publicada em suas redes sociais e, antes, havia sido divulgada por um aliado, o influenciador digital Paulo Figueiredo. A postagem foi apagada e respostada.
O documento já havia passado por uma alteração. Antes, a carta trazia um brasão escrito "Estados Unidos do Brazil", nome adotado após a Proclamação da República, em 15 de novembro de 1889. Depois, Figueiredo enviou outra versão, com o brasão "República Federativa do Brasil", nome atual do Brasil.
O ex-presidenciável fugiu do Brasil nessa terça-feira, 27, e chegou aos Estados Unidos nesta quarta-feira, 28, em Miami, acompanhado da esposa e das filhas.
Ele deixou o País em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que entregasse à Polícia Federal (PF) o seu passaporte e não deixasse o território brasileiro. As medidas foram descumpridas e seu passaporte está cancelado no momento.
Flávio questiona, sem provas, resultado
Em carta, o "filho 01" do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acusa, sem provas, de ter sofrido com uma fraude eleitoral no domingo, 25, data do segundo turno, em que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi reeleito para o seu quarto mandato. A Justiça Eleitoral validou o resultado.
Ele classifica a prorrogação da votação no domingo até às 19 horas, determinada pelo ministro Cristiano Zanin, do STF, como "atuação ilegítima e ilegal do ex-advogado do Lula". Embora, após a derrota, o ex-presidenciável questione a prorrogação, a campanha de Flávio Bolsonaro, assim como a de Lula, pediram por mais tempo para que os eleitores pudessem votar.
Após às 19 horas, apenas 35 mil foram registrados. Segundo o Tribunal Superior Eleitoral, a diferença entre o senador e Lula foi de 4,4 milhões de votos em favor do petista.
Lula foi reeleito presidente da República com 64.256.232 votos, o equivalente a 51,79%. Flávio Bolsonaro terminou a disputa com 59.826.041 votos, correspondente a 48,21%.
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