Mulher encontrada morta na Praia do Futuro: dois suspeitos são presos
Um dos homens confessou ter atacado a vítima com uma pá, mas negou a intenção de matar. Supostos roubos e danos a barracas teriam motivado o crime
Por Lucas Barbosa
Notícia
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Atualizado às 11:56, 28/10/2026 | Publicado às 11:55, 28/10/2026
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Resumo
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Dois homens foram presos suspeitos de matar a mulher encontrada morta na Praia do Futuro nessa terça-feira, 27
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Motivação do crime seriam supostos roubos e danos causados pela vítima a estabelecimentos locais.
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Um dos suspeitos confessou ter agredido a mulher com golpes de pá na cabeça, alegando arrepender-se.
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Câmeras de segurança flagraram as agressões e ajudaram a polícia a localizar os acusados.
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A Justiça decretou a prisão preventiva da dupla; um deles já respondia por envolvimento na morte de um PM.
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Conforme o Auto de Prisão em Flagrante (APF), o crime teria sido motivado por supostos danos que a vítima teria causado a tendas de massagem da região — um desses estabelecimentos pertenceria a um familiar de Diego.
O suspeito afirmou em depoimento que a mulher, que seria conhecida na área apenas pelo apelido de "Negona", havia aparecido há cerca de uma semana na região e passado a praticar roubos em bancas de bebidas.
Diego também disse que, por volta das 17 horas de segunda-feira, 26, ordenou que a mulher deixasse o local, mas ela teria passado a provocá-lo e ofendê-lo. Com isso, ainda segundo o autuado, "várias pessoas perderam o controle e passaram a agredi-la".
Diego confessou ter desferido um golpe com uma pá que atingiu a cabeça da vítima, mas alegou não ter a intenção de matá-la. Segundo ele, o ataque só acertou a cabeça "pois ela teria (se) abaixado (...) no momento do golpe". O homem ainda disse estar arrependido.
Já Alessandro Ikaro valeu-se do direito de permanecer em silêncio durante o depoimento. Os dois suspeitos foram identificados a partir de imagens de câmeras de segurança que flagraram as agressões contra a mulher.
Ambos foram localizados em uma residência na rua José da Ilha por policiais da 10ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). No local, foram apreendidos cinco celulares, 0,045g de maconha, 0,005g de cocaína, uma balança pequena e diversos saquinhos plásticos.
Diego afirmou que a droga não lhe pertencia. Submetidos à audiência de custódia na manhã desta quarta-feira, 28, ambos tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça.
Suspeito já havia sido preso acusado de envolvimento na morte de PM
Enquanto Diego não tinha antecedentes criminais, Alessandro Ikaro já respondia a processos por roubo majorado. Ele também havia sido preso em 2024, suspeito de envolvimento no sequestro e na execução do policial militar Celestino Cursino de Abreu Filho, crime também ocorrido no bairro Praia do Futuro II.
Na ocasião, Alessandro foi apontado como integrante da facção criminosa Comando Vermelho (CV). O caso tramita em segredo de Justiça e por isso, O POVO não obteve informações sobre os motivos pelos quais o réu estava em liberdade.
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