O Tempo — Belo Horizonte
28/10/2026 22:13

Caso Beatriz Vitória: durante audiência, suspeitos pelo crime denunciam violência e intimidação Situações teriam acontecido no momento da prisão até a condução dos acusados até à delegacia na última semana; veja vídeo

Durante a audiência de custódia dos suspeitos pela morte de Beatriz Vitória à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os acusados relataram episódios de agressão e coação policial no momento da condução até a Divisão Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida na última quarta-feira (21/10). Samuel Castro Melo, de 18 anos, disse ter levado um tapa no rosto e Carla Luíza da Silva, 23, alegou ter sido obrigada a admitir "algo que ela não tinha feito". Assista o vídeo obtido pela reportagem de O TEMPO:

Durante a audiência de custódia dos suspeitos pela morte de Beatriz Vitória à Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG), os acusados relataram episódios de agressão e coação policial no momento da condução até a Divisão Especializada de Referência à Pessoa Desaparecida na última quarta-feira (21/10). Samuel Castro Melo, de 18 anos, disse ter levado um tapa no rosto e Carla Luíza da Silva, 23, alegou ter sido obrigada a admitir "algo que ela não tinha feito". Assista o vídeo obtido pela reportagem de O TEMPO:

— O TEMPO (@otempo) October 29, 2026

Questionado pelo investigador, Samuel admitiu que usou drogas, ao ter consumido maconha e lança-perfume. Ele também citou seu passado criminal: ele já foi detido por envolvimento com tráfico de drogas. Em uma das perguntas, o suspeito relevou o fato violento. "Na hora que eles chegaram foi normal, só que um policial [civil] me deu um tapa na cara. Era um mais alto, mais forte e de olho claro", alegou.

Por sua vez, Carla respondeu aos questionamentos citando que não bebe, mas admitiu ter usado maconha. Ela disse que não sofreu agressões físicas, mas relatou ter sido coagida. "Fui pressionada a assumir algo que eu não tinha feito por todos os policiais que estavam desde o começo até o final", expôs.

Habeas corpus negado

A Justiça de Minas Gerais negou, em decisão proferida nesta quarta-feira (28/10), um habeas corpus movido pela defesa de Carla Luíza, que é suspeita de participar do assassinato da balconista Beatriz Vitória Aparecida Neves Mota, de 27, na cidade de Jaboticatubas, na Grande BH. O companheiro de Carla e ex-namorado da vítima, Samuel Castro, também segue preso preventivamente sob a acusação de participar do feminicídio.

Suspeita foi flagrada com soda cáustica

Um vídeo obtido por O TEMPO mostra o momento em que Carla teria obtido a soda cáustica utilizada no crime.  Diante das imagens, uma fonte próxima à família de Beatriz Vitória e ouvida pela reportagem confirmou que a loja seria aquela onde Carla Luíza trabalhava.

Datado de 7 de outubro, o vídeo mostra a suspeita vestida com uma camiseta rosa, similar a de outros funcionários que estavam no local.

Relembre o caso

Carla Luiza da Silva, de 23 anos, e Samuel Castro Melo, de 18, suspeitos de participarem da morte de Beatriz Vitória, de 27 anos, tiveram a prisão em flagrante convertida em preventiva. A decisão foi do juiz Rodrigo Fernando Di Gioia Colosimo, em audiência de custódia realizada na Vara Única da Comarca de Jaboticatubas, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, na tarde desta quinta-feira (22/10). O corpo da mulher foi encontrado na última quarta (21 de outubro) em uma área de mata mais afastada do município.

Ligação de desconhecido e soda cáustica no corpo: polícia detalha assassinato de Beatriz Vitória

O caso começou a ser investigado no dia 9 de outubro, após amigos e familiares denunciarem o desaparecimento de Beatriz. Segundo a PCMG, a vítima estava em um bar com amigos quando recebeu uma ligação de um número desconhecido. Pelo diálogo, os colegas identificaram que se tratava de Samuel, ex-companheiro dela.

Após a ligação, ela se deslocou até uma rua de terra, mas voltou instantes depois, afirmando ter visto alguém desconhecido no carro. Entretanto, pediu que amigos fossem procurá-la caso não retornasse em cinco minutos e voltou até um veículo, mas não retornou. Após o sumiço da jovem, os amigos passaram a procurá-la e acionaram familiares e a PCMG.

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