Gazeta do Povo — República
28/10/2026 20:27

Após carta de Flávio, Nunes Marques diz que eleições ocorreram em “absoluta normalidade”

Após carta de Flávio, Nunes Marques diz que eleições ocorreram em "absoluta normalidade"

Em nota, o presidente do TSE afirmou que questionamentos apresentados dentro do devido processo legal serão analisados. (Foto: Leobark Rodrigues/Secom/TSE)

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques, afirmou, na noite desta quarta-feira (28), que as eleições ocorreram em “absoluta normalidade” e segurança. A manifestação foi divulgada após o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que foi derrotado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), alegar, sem provas, que houve "fraude eleitoral".

“Com o empenho de servidores públicos de todo o país, dos mesários, das forças de segurança e dos demais atores envolvidos, as Eleições 2026 transcorreram dentro da mais absoluta normalidade e com respeito aos ditames legais e constitucionais”, disse o ministro, em nota.

Sem citar a carta de Flávio, ele destacou “que todos os questionamentos feitos dentro do devido processo legal serão analisados e respondidos”. O segundo turno foi marcado por um impasse após relatos de que o transporte público teria sido reduzido em cidades como Salvador (BA) e São Paulo (SP).

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin ordenou que as seções eleitorais permanecessem abertas até às 19h em todo o país, duas horas a mais do que o previsto, atendendo a um pedido da coligação petista.

No entanto, a equipe de Flávio também havia solicitado a prorrogação da votação em locais afetados pelas fortes chuvas. Segundo o TSE, cerca de 34 mil votos foram registrados após as 17h no segundo turno.

“Mesmo diante da instabilidade na reta final de votação, graças às medidas adotadas e à competência dos técnicos do Tribunal, foi possível avançar com a apuração e entregar um pleito com segurança”, disse Nunes Marques na nota divulgada nesta noite.

O presidente da Corte reforçou o “compromisso de toda a Justiça Eleitoral com a vontade soberana do eleitorado, que foi às urnas e legitimamente escolheu seus representantes”, e enfatizou que as eleições foram as "mais inclusivas da história da República brasileira”.

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