Flávio diz que não fugiu do Brasil e contesta eleição
BRASÍLIA - O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou, em nota, que deixou o Brasil com a família e está nos Estados Unidos, de onde pretende liderar a oposição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). No documento, o parlamentar nega ter fugido do país, contesta o resultado do segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25/10), e se apresenta como o verdadeiro presidente eleito.
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"Não fugi do Brasil, eu saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", declarou Flávio, que também afirmou ter recebido acolhimento do governo norte-americano.
O senador agradeceu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e ao presidente da Argentina, Javier Milei. Segundo ele, a decisão de deixar o território brasileiro foi motivada pelo receio de sofrer medidas judiciais que considera uma perseguição política.
"Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar", afirmou.
CARTA À NAÇÃO BRASILEIRA 🇧🇷 28.10.26 https://t.co/TkWzSVjbp0
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) October 28, 2026
Flávio questiona resultado das eleições
Na manifestação, Flávio Bolsonaro voltou a questionar a vitória de Lula e alegou, sem apresentar provas no documento, que houve fraude eleitoral no segundo turno.
O senador criticou decisões judiciais relacionadas ao processo eleitoral e afirmou que a campanha de Lula teria sido beneficiada por abuso de poder político e econômico e pelo uso da máquina pública.
Segundo Flávio, essas supostas irregularidades justificariam a cassação da chapa formada por Lula e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB).
O parlamentar também se declarou vencedor da disputa presidencial, apesar do resultado eleitoral que deu a vitória a Lula. As acusações de fraude feitas pelo senador não são acompanhadas, na nota, de documentos que comprovem as irregularidades apontadas.
Senador nega fuga e critica atuação da Justiça
Flávio Bolsonaro também fez críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e afirmou ser alvo de perseguição política. O senador sustenta que medidas judiciais contra ele teriam como objetivo impedir sua atuação na oposição.
"Para deixar claro, não existe nenhum mandado de prisão contra mim, porque eu não cometi nenhum crime", declarou no documento.
A afirmação representa a versão apresentada pelo parlamentar e precisa ser confrontada com eventuais decisões judiciais em vigor.
Flávio também comparou sua situação à do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, e afirmou que não pretende submeter a família às consequências de uma possível escalada das medidas judiciais.
"Diante da instrumentalização política da Justiça no Brasil, trouxe minha família para os Estados Unidos, onde estamos em segurança", disse.
Flávio promete liderar oposição dos Estados Unidos
Apesar de estar fora do Brasil, o senador afirmou que continuará participando da política brasileira e pretende organizar uma estratégia de mobilização contra o governo Lula.
No documento, Flávio dirigiu uma mensagem a senadores, deputados e governadores aliados, com destaque para Rogério Marinho (PL-RN), citado como seu candidato à presidência do Senado.
"Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr", afirmou.
O parlamentar também prometeu fazer pronunciamentos regulares aos brasileiros e apresentar, nos próximos dias, uma estratégia para mobilizar seus apoiadores por meios que classificou como pacíficos e legítimos.
Ao encerrar a nota, Flávio declarou que a saída do país não representa o abandono de sua atuação política.
"Saí do Brasil, mas não abandonei os brasileiros. Esta luta não terminou no dia 25 de outubro. Ela só termina quando o Brasil voltar a ser um país livre", concluiu.
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