PolíticaMalafaia defende saída de Flávio Bolsonaro do Brasil e questiona risco de prisão
O pastor Silas Malafaia defendeu, nesta quarta-feira (28), a decisão do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) de deixar o Brasil e viajar aos Estados Unidos com a esposa e as duas filhas. Em vídeo divulgado nas redes sociais, Malafaia afirmou que o parlamentar está “certíssimo” e questionou por que ele deveria permanecer no país diante da possibilidade de ser preso.
“Queriam o quê? Que Flávio ficasse para ser preso?”, disparou o pastor, ao criticar o que considera uma atuação política do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). Malafaia também afirmou que a decisão relacionada à apreensão dos passaportes do senador representaria perseguição e questionou se uma eventual prisão ocorreria sem o devido processo legal.
Na gravação, o religioso criticou as reações de setores da esquerda à viagem do senador e voltou a contestar a atuação de Moraes. As declarações expressam a avaliação de Malafaia sobre o episódio e não representam, por si só, uma comprovação de perseguição política ou de que haveria uma prisão iminente.
Flávio Bolsonaro deixou o Brasil na terça-feira (27 de outubro), acompanhado da mulher e das duas filhas, com destino aos Estados Unidos, segundo informações publicadas pelo portal Metrópoles. Até a publicação da reportagem original, não havia confirmação de que o senador já tivesse desembarcado em território norte-americano.
A viagem ocorreu após a derrota eleitoral do parlamentar para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme relatado pela publicação. Pessoas próximas à família Bolsonaro confirmaram a saída do país. Na madrugada de quarta-feira, o Departamento de Migração da Argentina também divulgou uma nota revisando informações anteriores e confirmou a passagem de Flávio pelo território argentino.
Na terça-feira, o governo dos Estados Unidos confirmou que o Departamento de Estado emitiria vistos para o senador e seus familiares, permitindo a entrada no país. O presidente norte-americano Donald Trump também teria autorizado a chegada da família, de acordo com a reportagem.
O episódio ganhou repercussão em meio à discussão sobre a situação jurídica do senador e às críticas de aliados de Jair Bolsonaro à atuação do Supremo Tribunal Federal. No vídeo, Malafaia sustentou que Flávio não deveria permanecer no Brasil diante do risco que ele alega existir. A reportagem de origem, porém, não apresenta elementos que comprovem que o senador seria preso caso continuasse no país.
As circunstâncias jurídicas relacionadas à menção à apreensão dos passaportes e à viagem devem ser diferenciadas das declarações políticas feitas pelo pastor. Até o momento descrito na publicação original, a saída do senador e a autorização para a emissão de vistos haviam sido relatadas, enquanto a alegação de perseguição permaneceu como uma acusação de Malafaia.
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