Governo federal contabiliza 45 casos de violência política e 10 mortes relacionadas ao período eleitoral
O Governo Federal divulgou, nesta quarta-feira (28/10), um balanço oficial que contabiliza 45 casos de violência política registrados no país entre o sábado anterior ao segundo turno das eleições (24/10) e a última terça-feira (27/10). Segundo o levantamento apresentado pela Secretaria-Geral da Presidência da República e pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), as ocorrências resultaram em 10 mortes.
De acordo com o ministro-chefe da Secretaria-Geral, Guilherme Boulos, a maior parte dos episódios violentos foi registrada após a proclamação do resultado das urnas, entre o domingo (25/10) e a segunda-feira (26/10). O levantamento apontou que as vítimas fatais incluem três lideranças indígenas.
Tipificação dos Crimes e Mapeamento Regional
O relatório ministerial detalha a tipologia dos crimes catalogados no período pós-eleitoral:
Homicídios: 10 mortes registradas (incluindo 3 indígenas);
Agressões físicas: 14 casos de espancamentos, esfaqueamentos e lesões corporais;
Atropelamentos intencionais: 7 episódios;
Atentados e coações: 5 ataques com arma de fogo e 5 casos de coação contra comunidades tradicionais;
Condutas policiais: 6 registros em apuração por suposta atuação irregular de agentes.
Em termos geográficos, a maior concentração de episódios de violência política ocorreu nos estados do Paraná, São Paulo, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Santa Catarina.
Providências Institucionais e Atuação da Polícia Federal
Em coletiva realizada no Palácio do Planalto, o secretário-executivo do MJSP, Ademar Borges, e o secretário nacional de Segurança Pública, Chico Lucas, anunciaram um conjunto de medidas para coibir a impunidade. O Executivo solicitará a centralização do acompanhamento dos casos na Procuradoria-Geral da República (PGR).
A Polícia Federal (PF) será acionada para conduzir os inquéritos cujos crimes sejam de competência da União, incluindo violência política de gênero, racismo, ameaças no ambiente digital e atos contra o Estado Democrático de Direito. Além disso, as corregedorias dos órgãos de segurança pública estaduais e federais foram notificadas para instaurar procedimentos disciplinares e afastar agentes envolvidos em episódios de agressão.
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