Morre Guerrinha, jornalista esportivo e comentarista da RBS, aos 70 anos
O jornalista esportivo Adroaldo Guerra Filho, o Guerrinha, morreu nesta quarta-feira (28), aos 70 anos. A causa foi uma infecção pulmonar que evoluiu para um quadro generalizado.
Filho do rádio-ator e comunicador da Rádio Gaúcha Adroaldo Guerra, ele iniciou a carreira em meados dos anos 1970, dedicado às corridas de cavalo. Integrante do Grupo RBS desde 1983, passou a se concentrar, a partir de meados da década de 1990, na cobertura de futebol, em especial do Internacional, à medida que diminuía o espaço da imprensa para os cavalos.
Ao longo dos anos, tornou-se conhecido do público por bordões que viraram clássicos. “Não dá pra servir farofa em restaurante com ventilador de teto”, “não se pode ir pra guerra com um secador de cabelo” e “dormindo no gelo e acordando suado” estão entre os mais lembrados.
O Grupo RBS descreveu Guerrinha como um dos comentaristas esportivos mais celebrados do Rio Grande do Sul e uma referência dentro e fora da empresa, com o bom humor como uma de suas marcas. O Internacional, clube do coração do jornalista, que se assumia colorado, afirmou em nota que ele construiu, em mais de cinco décadas de atuação, uma trajetória reconhecida por todos no estado.
O clube também lembrou o estilo irreverente e popular do comunicador, que deu voz à crônica “Não me acordem”, escrita por Luis Fernando Verissimo para celebrar o título mundial de 2006, considerada uma das mais emocionantes da história colorada. Anos depois, Guerrinha participou do espetáculo “Os Protagonistas”, que marcou a reinauguração do Beira-Rio.
O Grêmio, maior rival do Inter, também prestou homenagem. Em suas redes sociais, o clube disse que o futebol é feito por grandes personagens, dentro e fora de campo, que Guerrinha foi um deles e que deixou sua marca na comunicação esportiva e no esporte gaúcho, sendo respeitado por todas as torcidas.
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