Campo Grande News
Dólar à vista volta a recuar e encerra pregão cotado a R$ 5,34
O dólar comercial encerrou esta quarta-feira (28) em queda de 0,19%, cotado a R$ 5,3401. Apesar do recuo, a moeda americana acumula valorização de 6,95% na semana. Já o Ibovespa, principal indicador da bolsa brasileira, caiu 2,68% e fechou aos 171.006 pontos, com perda acumulada de 16,62% desde segunda (26). No câmbio turismo, usado como referência pelas casas de câmbio de Mato Grosso do Sul, o dólar subiu 0,01% e terminou o dia cotado a R$ 5,555. O valor cobrado nos estabelecimentos pode variar conforme as taxas de cada operação. No mês, o dólar comercial registra alta de 3,20%, mas ainda acumula queda de 2,71% em 2026. A bolsa brasileira, por sua vez, perdeu 8,23% em outubro, embora mantenha valorização de 6,13% no ano. O petróleo também registrou valorização nesta quarta, em meio às tensões entre Estados Unidos e Irã. O barril do tipo Brent, referência internacional, avançou 1,44%, para US$ 115,32, enquanto o WTI (West Texas Intermediate), referência americana, subiu 2,88%, cotado a US$ 102,78. O mercado financeiro acompanhou nesta quarta a decisão do Fed (Federal Reserve, banco central dos Estados Unidos), que manteve os juros americanos entre 3,75% e 4% ao ano. A medida correspondeu às expectativas dos investidores. A instituição avaliou que a economia do país continua em expansão e que o consumo das famílias permanece resistente. No Brasil, as preocupações com as contas públicas continuaram a influenciar o mercado desde a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), no domingo (25). Investidores cobram medidas para controlar os gastos e reduzir os riscos de crescimento da dívida pública. O temor é que a situação pressione a inflação e mantenha a Selic, taxa básica de juros, elevada por mais tempo. Na terça (27), o ministro da Fazenda, Dario Durigan, anunciou que o governo federal enviará ao Congresso Nacional um projeto de lei para reforçar o compromisso de atingir o centro da meta fiscal em 2027. A medida poderá exigir novos bloqueios de recursos no orçamento para controlar as despesas. A equipe econômica também prepara a regulamentação do Imposto Seletivo, previsto na reforma tributária. A cobrança começará em 2027 e atingirá produtos e atividades que causam danos à saúde ou ao meio ambiente, como bebidas alcoólicas, cigarros e determinados veículos.
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