Mãe protesta na SES-AM e cobra respostas sobre morte de criança
A mãe da menina Vitória realizou uma manifestação pacífica em frente à sede da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (SES-AM), em Manaus, para cobrar o envio de esclarecimentos ao Ministério Público sobre a morte da filha, ocorrida no Hospital e Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste, conhecido como Joãozinho.
A mobilização ocorreu na data em que a menina completaria 5 anos de idade. Segundo a mãe, Monalisa, a família aguarda respostas há cerca de dois anos e aponta que a criança foi vítima de erro médico e negligência durante atendimento para quadro de cetoacidose diabética.
Conforme o relato materno, a unidade de saúde registrava desabastecimento de insumos básicos para medição glicêmica, como fitas e lancetas, além de ministrar dosagens inadequadas de insulina. A complicação do quadro clínico resultou em edema cerebral e morte encefálica da paciente.
Monalisa afirmou que a Promotoria de Justiça intimou a SES-AM para apresentar a versão oficial do Estado sobre o atendimento, mas os prazos expiraram sem resposta, mesmo após a reiteração do pedido. A ausência da manifestação formal da secretaria tem atrasado a conclusão do inquérito que tramita no Ministério Público.
A mãe relatou também entraves anteriores durante a investigação policial, apontando que o prontuário médico completo da menina só foi liberado ao delegado responsável após intervenção direta da família junto à direção clínica da unidade de saúde.
O que diz o hospital
Em nota, o Complexo Hospitalar Leste (CHL) informou que a paciente deu entrada no Pronto-Socorro da Criança da Zona Leste em 25 de maio de 2025, em estado grave, após relato de ingestão acidental de medicamento. Segundo a unidade, a menina foi classificada como caso “muito urgente”, atendida pela equipe médica e internada no mesmo dia.
O CHL afirmou que, durante a internação, a paciente recebeu acompanhamento multiprofissional e as medidas terapêuticas indicadas. De acordo com a nota, ela apresentou duas paradas cardiorrespiratórias, nos dias 27 e 31 de maio. Na primeira ocorrência, houve retorno da circulação espontânea, e a menina foi encaminhada à Unidade de Terapia Intensiva Pediátrica (UTIP). Na segunda, apesar das manobras de reanimação, não houve resposta, e o óbito foi constatado.
A unidade declarou ainda que, conforme os registros em prontuário, a paciente recebeu assistência compatível com sua condição clínica durante todo o período de internação e que permanece à disposição para prestar esclarecimentos.
Leia a nota na íntegra:
NOTA
O COMPLEXO HOSPITALAR LESTE (CHL) INFORMA QUE A PACIENTE DEU ENTRADA NO PRONTO-SOCORRO DA CRIANÇA ZONA LESTE, NO DIA 25 DE MAIO DE 2025, EM ESTADO GRAVE APÓS RELATO DE INGESTÃO ACIDENTAL DE MEDICAMENTO. A PACIENTE FOI CLASSIFICADA COMO CASO “MUITO URGENTE”, ATENDIDA PELA EQUIPE MÉDICA E INTERNADA NO MESMO DIA.
DURANTE A INTERNAÇÃO, RECEBEU ACOMPANHAMENTO MULTIPROFISSIONAL E AS MEDIDAS TERAPÊUTICAS INDICADAS. NO DIA 27 DE MAIO, APRESENTOU PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA, SENDO SUBMETIDA ÀS MANOBRAS DE REANIMAÇÃO, COM RETORNO DA CIRCULAÇÃO ESPONTÂNEA, E POSTERIORMENTE ENCAMINHADA À UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA PEDIÁTRICA (UTIP).
APESAR DA ASSISTÊNCIA E DO SUPORTE INTENSIVO, O QUADRO EVOLUIU DE FORMA DESFAVORÁVEL. NO DIA 31 DE MAIO, A PACIENTE APRESENTOU NOVA PARADA CARDIORRESPIRATÓRIA E, MESMO APÓS AS MANOBRAS DE REANIMAÇÃO PREVISTAS NOS PROTOCOLOS ASSISTENCIAIS, NÃO HOUVE RESPOSTA, SENDO CONSTATADO O ÓBITO.
O CHL ESCLARECE QUE, CONFORME OS REGISTROS EM PRONTUÁRIO, A PACIENTE RECEBEU ASSISTÊNCIA COMPATÍVEL COM SUA CONDIÇÃO CLÍNICA DURANTE TODO O PERÍODO DE INTERNAÇÃO E PERMANECE À DISPOSIÇÃO PARA OS ESCLARECIMENTOS NECESSÁRIOS.
Ver nota original ↗
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
