DANÇA DAS CADEIRAS Tadeu Leite assume governo de Minas e vai conduzir transição
Com Mateus Simões (PSD) em missão internacional de um mês, caiu no colo do deputado Tadeu Leite (MDB), presidente da Assembleia, a responsabilidade de administrar o governo durante o período de transição para a gestão Cleitinho Azevedo (Republicanos).
O parlamentar assumiu o comando do estado nesta quinta-feira (29/10) e permanecerá na função até 28 de novembro, quando Mateus Simões retorna de seu tour comercial por países da Ásia e Europa.
Conforme mensagem de Mateus Simões aos deputados estaduais, no período de afastamento, ele fará viagem oficial à China, Turquia e Reino Unido. Nesta quarta-feira, o próprio governador encaminhou mensagem comunicando que estará de volta a Minas Gerais no dia 14 de novembro, iniciando a segunda etapa da missão internacional no dia seguinte.
De acordo com a Constituição Estadual, a licença para o chefe do Poder Executivo se ausentar de Minas Gerais por períodos superiores a 15 dias precisa ser aprovada pela ALMG. O procedimento é formalizado por meio de um projeto de resolução de autoria da Mesa da ALMG.
Troca também na ALMG
A ‘dança das cadeiras’ também afeta o comando da Assembleia. Com a saída de Tadeu Leite, a deputada Leninha (PT), vice-presidente da Casa, assume a função.
Em post nas redes sociais, Leninha afirmou que no período à frente da presidência da ALMG vai conduzir a votação de pautas importantes e acompanhar a transição de gestões. “Um período que exigirá diálogo, escuta e construção coletiva com as lideranças e os parlamentares”, disse ela em publicação.
Após o término da missão internacional de Mateus Simões, Tadeu Leite retornará à ALMG para se despedir da Casa, já que ele assumirá uma vaga como conselheiro do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG). Na linha de sucessão, o deputado estadual Doorgal Andrada deverá assumir a presidência da Assembleia (PP).
O parlamentar deve ser candidato único ao comando da Mesa Diretora e reúne apoios de mais de 60 deputados, após a adesão de PL, PT, PSD, Republicanos, MDB, PSOL, Rede, PV e PCdoB à candidatura de Doorgal. Para ser eleito, ele precisa obter ao menos 39 votos entre os 77 parlamentares da Casa.
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