"Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos", diz Silas Malafaia após carta de Flávio
Flávio fugiu do Brasil rumo ao Estados Unidos, onde desembarcou nesta quarta-feira, 28, em Miami, na Flórida. Ele divulgou uma carta golpista
Por Rogeslane Nunes
Notícia
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Publicado às 23:21, 28/10/2026
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Aliado da família Bolsonaro, o pastor Silas Malafaia compartilhou a aliados uma mensagem via aplicativo de mensagem, em que dispara contra os filhos do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após carta de Flávio Bolsonaro (PL) com teor golpista: "Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos".
A informação é da colunista Malu Gaspar, do O Globo. "Esses filhos de Bolsonaro são uns jumentos. Só se aconselham com gente errada! Faz carta, fala bobagem, depois corrige”, escreveu Malafaia.
Segundo a colunista, o pastor também escreveu: “Trump já tirou o apoio. Deixei ele vir para a América, mas não me me meto nessa questão. Um bando de amadores babacas”.
Carta golpista de Flávio Bolsonaro
Mais cedo, às 17h19min, o senador Flávio Bolsonaro publicou uma carta com teor golpista na rede social X, na qual se dirigia ao povo brasileiro como o "verdadeiro presidente eleito".
Sem reconhecer o resultado do segundo turno das eleições gerais de 2026, realizado no domingo, 25, o "filho 01" do ex-presidente Bolsonaro acusou, sem apresentar provas, que viu "uma fraude eleitoral" diante de seus olhos.
Na carta, Flávio cita a prorrogação do horário de votação no segundo turno, que passou de 17h para às 19h, por decisão do ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal.
Embora critique a determinação de Zanin, a campanha do ex-presidenciável pediu pela ampliação do horário para que eleitores pudessem votar em estados que enfrentaram problemas no dia da eleição.
A equipe do petista alegou problemas de transporte público em algumas cidades, especialmente da Bahia, enquanto a bolsonarista apontou que fortes chuvas, alagamentos, interdições e falta de energia prejudicaram o deslocamento de eleitores em cidades do Sul e do Sudeste.
Também na carta publicada, o senador se dirigiu aos seus aliados e disse que comandará a oposição ao governo Lula direto dos Estados Unidos.
"Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui", escreveu.
Flávio foge do Brasil
Derrotado nas urnas, o senador fugiu do País nessa terça-feira, 27. No trajeto, rumo aos Estados Unidos, o senador entrou por terra na Argentina, embarcou em voo particular, parando no Equador para abastecer e seguindo, por último, para Miami, na Flórida, com sua esposa e filhas.
Ele deixou o Brasil em meio a uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do STF, para que ele entregasse à Polícia Federal os seus passaportes e não deixasse o território brasileiro. As ordens foram descumpridas e seus passaportes comum e diplomático foram cancelados.
A decisão de Moraes contra o senador ocorreu ainda no domingo, 25, em processo que Flávio Bolsonaro e o advogado Willer Tomaz são alvos de investigação por suspeita de lavagem de dinheiro em um esquema que envolveria empresas do advogado e plataformas de aposta.
O "filho 01" também é investigado em inquérito que apura o financiamento do filme Dark Horse, sobre seu pai, obra audiovisual Jair Bolsonaro.
Outro peso para a medida teria sido a fala de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que encontra-se também nos Estados Unidos desde 2025. O ex-parlamentar foi condenado pela Suprema Corte por tentar interferir no julgamento de seu pai, condenado por tentativa de golpe de Estado.
Em podcast no fim de outubro, nos EUA, Eduardo disse: "Se meu irmão não ganhar, eu sou a favor de que meu irmão saia do país. Com certeza".
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