Marcão defende estilo do Fluminense e explica escolhas: ‘Tenho jogadores com idade muito alta’
Marcão defendeu a escalação e a maneira de jogar do Fluminense após a vitória de virada por 2 a 1 sobre o Internacional, nesta quarta-feira (28), no Maracanã. Questionado sobre a possibilidade de dar mais oportunidades como titulares aos jogadores que vêm respondendo no segundo tempo, o treinador elogiou a participação do banco, mas afirmou que a escolha da equipe inicial foi a que considerou mais adequada para a partida.
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— A gente sempre olha com carinho todas as situações. A gente fez dois jogos contra o Palmeiras com essa equipe que, acho que falaram até vocês, foram duas excelentes partidas. Em algum momento a gente foi questionado de que mudou, trocou peças, teve que poupar alguns jogadores e fomos questionados também. Nesse momento, a gente entendeu que era o time que tinha que iniciar.
O técnico deixou aberta a possibilidade de alterações nos próximos compromissos, de acordo com a avaliação da comissão.
— Se em algum momento entender que possa mudar uma peça ou outra, a gente vai achar o melhor para a equipe. Eu sempre deixo muito claro para os nossos jogadores que a gente pensa no melhor para eles e no melhor para o Fluminense.
Marcão valoriza banco e lembra recado de Thiago Silva
O treinador revelou que Thiago Silva havia destacado, antes da partida, a importância dos jogadores que começariam entre os reservas. A observação se confirmou com a participação decisiva de Lucho na reação.
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— O Thiago fez até uma observação em relação a isso: que a gente entra com onze jogadores e quem está no banco pode decidir o jogo, e foi isso que aconteceu. A gente teve que mudar em algum momento, e aqueles que entraram responderam, incendiaram, jogaram para cima e definiram o jogo para a gente. O Lucho entrou muito bem.
Marcão também relacionou parte das dificuldades de Ganso às condições do gramado do Maracanã. Na avaliação do técnico, o campo prejudicou os toques de primeira do camisa 10, recurso importante para a circulação de bola tricolor.
Técnico explica dificuldade para criar e defende jogo apoiado
Ao analisar a produção ofensiva, Marcão destacou a organização defensiva do Internacional. Segundo ele, o Fluminense conseguiu superar a primeira pressão, mas encontrou problemas para concluir as jogadas.
— A gente estava conseguindo sair bem da primeira fase e, na fase final, não estava terminando bem. Pedimos alguma finalização de fora da área, abrir um pouquinho nossos extremos, criar alguma variação de jogo. A gente ia jogando o xadrez com eles.
O treinador foi questionado ainda sobre a possibilidade de utilizar dois atacantes por dentro. Marcão afirmou que pode recorrer à alternativa durante as partidas, mas explicou que mantém um jogador a mais na construção para conectar os setores.
— Eu ainda preciso desse homem para jogar. É uma equipe que joga apoiada, uma equipe em que tenho jogadores cuja média de idade é muito alta. Eu tinha que juntar essas peças.
Para o técnico, aproximar os jogadores e avançar com passes é a forma de aproveitar as características do elenco.
— A gente tem que fazer da maneira que conseguiu adaptar: a equipe próxima, compactada, vai ganhando setores do campo até chegar ao gol adversário. Foi isso que eu consegui: jogar com o Guga, com o Ganso, com o Thiago, com o Fábio. E é isso que tinha dado certo até aqui.
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