Presidente da AMM sobre Simões: ‘Falta maturidade’
O presidente da Associação Mineira de Municípios (AMM), Lucas Vieira (PSB), abandonou a diplomacia ao criticar o governador Mateus Simões (PSD). Para o prefeito de Iguatama, no Centro-Oeste de Minas, falta ao atual chefe do Executivo mineiro “maturidade política” para lidar com a derrota nas urnas e deixar o estado em condições de governabilidade para seu sucessor, Cleitinho Azevedo (Republicanos).
“Está faltando um pouco de maturidade política do Mateus para reconhecer a derrota e entregar um estado com condições de governabilidade para o próximo governador”, afirmou em entrevista exclusiva ao Café com Política, exibido por O TEMPO nesta quinta-feira (29/10).
Vieira disse respeitar Simões e reconheceu sua capacidade técnica, mas acusou o governador de tomar medidas que podem dificultar a gestão do sucessor e prejudicar a população.
“Eu acho que a gente tem que ser grande até na derrota. (...) Ele está tomando algumas medidas para poder engessar a administração do próximo governador e está esquecendo que isso vai afetar o cidadão mineiro, vai afetar os municípios de Minas Gerais”, afirmou.
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Na avaliação do presidente da AMM, o governador age com incoerência ao anunciar, no fim do mandato, um pacote de medidas que inclui reajustes salariais e efetivação de servidores. Segundo Vieira, iniciativas que ficaram represadas durante anos foram colocadas em marcha após a derrota eleitoral, com potencial para comprometer o equilíbrio financeiro da próxima gestão.
“Ele passou o mandato inteiro sem dar reajuste para diversas áreas, diversas categorias. Agora que ele perdeu, ele vai dar. Agora que ele perdeu está dando reajuste; não vale. Agora que ele perdeu, ele está preocupado com a segurança pública; agora que ele perdeu ele está chamando e efetivando os concursados? Então, eu acho que caberia a ele deixar isso para o próximo governador”, afirmou.
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Temor nas prefeituras
Vieira afirmou que as últimas medidas anunciadas pelo governo estadual acenderam um alerta entre os prefeitos mineiros. A preocupação, segundo ele, é que o aumento de despesas e a redução de receitas do estado, caso os projetos enviados por Simões à Assembleia Legislativa sejam aprovados, acabem repercutindo também nas contas municipais.
O presidente da AMM afirmou que o cenário contrasta com o discurso que, segundo ele, vinha sendo apresentado pelo governo sobre a situação financeira de Minas. Vieira também citou o risco de dificuldades para o pagamento da folha do funcionalismo estadual, mencionado pelo próprio governador.
“Depois dessas medidas, desses projetos que o Simões enviou para a Assembleia, os prefeitos realmente estão preocupados com a situação, até porque nos era passado que a situação do estado estava muito boa, que os trens estavam no trilho. E agora a gente está vendo que o trem não está no trilho, está descarrilado, pelo que parece”, afirmou.
“Até porque o próprio Mateus falou que corre o risco de o governo não conseguir pagar a folha de pagamento dos servidores do estado”, concluiu.
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