Victor Ostetti/MidiaNews FLÁVIO FORA DO PLANALTO Abilio vê "livramento" em derrota: Lula terá gestão igual Dilma 0
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que a derrota do senador Flávio Bolsonaro (PL) na disputa pela presidência da República representa um "livramento de Deus" devido às condições econômicas do País que ele iria receber.

O que estamos vendo é um colapso financeiro. O Lula vai fazer um governo igual ao Dilma II
Para embasar a tese, comparou o resultado das urnas à reviravolta que sofreu na eleição municipal de 2020, quando perdeu a disputa no segundo turno para Emanuel Pinheiro (PSD). Na ocasião, Abilio também terminou o primeiro turno em primeiro lugar e perdeu no segundo, assim como Flávio na disputa de domingo (25).
Na avaliação de Abilio, a derrota naquele ano acabou sendo benéfica para a sua trajetória política, pois evitou que ele assumisse a prefeitura em meio a graves problemas fiscais que acabaram desgastando a gestão do adversário.
"Ter perdido em 2020 foi uma salvação na minha vida. Porque aí fui cuidar dos meus filhos, virei deputado federal e depois voltei para a Prefeitura com uma bagagem um pouco melhor. Acredito que para o Flávio ter perdido essa eleição foi livramento de Deus", disse à imprensa.
Segundo Abilio, as crises do município recaíram sobre o gestor anterior, que encerrou o mandato com dívidas bilionárias, salários atrasados e com baixa popularidade.
Ao analisar o cenário nacional, Abilio sustentou que o presidente reeleito Lula (PT) herdará uma situação econômica crítica e precisará adotar medidas impopulares, como cortes de despesas e revisões em orçamentos da saúde e da educação.
"O que estamos vendo é um colapso financeiro programado. O Lula agora vai fazer um governo igual ao Dilma II. Se o Flávio ganha, o Lula não ia fazer nenhuma dessas revisões econômicas, ia deixar quieto até o fim do mandato e o Flávio ia assumir essa bomba. Ao invés disso, com o Lula ganhando, vai fazer tudo isso e petistas vão aceitar calados", afirmou.
O gestor cuiabano afirmou ainda que a esquerda terá que arcar com os custos políticos do novo mandato, mencionando possíveis contingenciamentos em universidades federais, institutos técnicos e programas de investimentos.
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