Opinião: chegou a hora de Marcão ouvir o campo no Fluminense
Marcão precisa ouvir o campo. Lucho Acosta e Wesley Natã merecem ser titulares do Fluminense. O argentino vem jogando melhor que Ganso e mudou o ataque na vitória por 2 a 1 sobre o Internacional, na quarta-feira (28). O garoto oferece uma característica que faz falta ao time: o drible curto para desmontar defesas bem posicionadas.
Ganso é muito importante para o Fluminense. Sua capacidade de organizar o jogo e encontrar passes continua sendo um recurso valioso, mas o momento é de Lucho. O argentino parece melhor fisicamente, participa mais e tem feito a equipe jogar com mais dinâmica.
➡️Herói da virada do Fluminense, Lucho Acosta valoriza minutos e vitória do Tricolor
Contra o Inter, Ganso esteve disperso e errou passes que normalmente acerta. Lucho entrou, acelerou as combinações, participou da construção da jogada decisiva e apareceu na área para marcar. O gol coroou uma atuação que já justificava a troca.
Lucho merece começar pelo que entrega ao Fluminense
A oscilação de Ganso é compreensível, especialmente nesta fase da carreira. Isso precisa entrar na avaliação da comissão ao escolher quem começa. Há um jogador da mesma posição oferecendo mais neste momento.
Lucho também tem capacidade para conduzir em espaços curtos e driblar um ou mais marcadores. Contra adversários que entregam a bola ao Fluminense e protegem a entrada da área, essa iniciativa é fundamental para tirar a defesa do lugar. Foi justamente nesse cenário que o Tricolor voltou a sofrer diante do Internacional.
Na coletiva, Marcão valorizou os jogadores que saíram do banco e afirmou que pode mudar a equipe quando entender necessário. Lucho já merece essa oportunidade.
Wesley Natã oferece o que falta pelas pontas
Wesley também merece começar os jogos. Canobbio e Serna têm velocidade para atacar espaços, mas não oferecem o mesmo drible curto do jovem. Quando o adversário recua e reduz o campo disponível, o Fluminense precisa de alguém capaz de receber parado, enfrentar a marcação e criar uma vantagem.
O garoto vem mostrando personalidade para assumir a vaga. Sua presença, combinada à de Lucho por dentro, daria ao ataque mais opções para escapar de uma circulação de passes que frequentemente termina sem finalização.
O Fluminense já não vive a pressão de um mata-mata de Libertadores e não disputa o título brasileiro. A briga pela classificação continental segue importante, mas o cenário é menos tenso para dar sequência a um jovem do que uma semifinal.
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