'Não gostei', diz Valdemar Costa Neto sobre carta com teor golpista divulgada por Flávio Bolsonaro
BRASÍLIA - O presidente do Partido Liberal (PL), Valdemar Costa Neto, disse que não aprova a carta com teor golpista divulgada pelo candidato derrotado no segundo turno das eleições, senador Flávio Bolsonaro (PL). Costa Neto deu a declaração nesta quinta-feira (29/10), antes de visitar Jair Bolsonaro (PL) em Brasília, onde o ex-presidente cumpre prisão domiciliar por tentativa de golpe de Estado.
“Não gostei”, resumiu o cacique político aos jornalistas antes de acessar o condomínio do ex-presidente. A visita do presidente do PL foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (29/10).
"Quero deixar claro: não fugi do Brasil, saí pelo Brasil, saí de um regime de exceção para poder ser o líder que o meu povo merece", escreveu.
Entre outros pontos, Flávio contesta a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Sem apresentar provas, alega que houve fraude eleitoral no segundo turno. Além disso, critica decisões judiciais relacionadas ao processo eleitoral e afirmou que a campanha de Lula teria sido beneficiada por abuso de poder político e econômico e pelo uso da máquina pública.
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Senador apresentou nova versão da carta
Após ter se autointitulado presidente do Brasil, o parlamentar apresentou uma nova versão de sua carta à população brasileira. No texto atualizado, o parlamentar adota um discurso voltado à liderança da oposição, afirma que não fugiu do país e sustenta que deixou o território brasileiro por motivos de segurança.
A nova versão do documento não apresenta Flávio como presidente da República. Em vez disso, o senador afirma que pretende continuar sua atuação política nos Estados Unidos, de onde promete liderar a oposição ao governo do presidente Luiz Inácio Lula.
A mudança foi feita após a repercussão negativa da versão anterior da carta. Na carta atualizada, o senador também rebate informações de que teria fugido do Brasil após a derrota eleitoral e a adoção de medidas judiciais contra ele.
Flávio afirma que não pretendia deixar o país, mas que decidiu viajar diante do que considera uma perseguição política contra sua família.
"Não era minha intenção deixar minha pátria, mas eu sei exatamente onde isso vai dar. Isso é o manual clássico de qualquer golpe de Estado", declarou.
O parlamentar acusa integrantes do Judiciário de tentar impedir sua atuação política e afirma que as medidas adotadas contra ele fazem parte de uma tentativa de enfraquecer a oposição.
Governador de SP pede respeito ao resultado das urnas
"A eleição acabou e agora é preciso olhar para a frente. Entendo o sentimento de Flávio, entendo sua indignação e sua revolta, e esse sentimento é o de muitos brasileiros também. Mas o caminho é respeitar o resultado das urnas e seguir em frente."
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