Tarcísio diz pode concorrer à Presidência em 2030
BRASÍLIA - O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), admitiu que pode concorrer à Presidência da República nas eleições de 2030. Essa é a primeira vez que o político confirma a possibilidade. A declaração foi dada em entrevista ao jornal “O Estado de S. Paulo”, publicada nesta quinta-feira (29/10).
“A gente tem que ver qual é o cenário do momento e, claro, vou estar terminando o segundo mandato aqui em São Paulo. Terminando bem o segundo mandato, obviamente abre uma possibilidade. Mas isso é uma coisa que você avalia em grupo, não sozinho”, disse.
Tarcísio criticou a apreensão dos passaportes do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) após a derrota no segundo turno das eleições. “O que tem de concreto hoje contra ele? Pode ser que amanhã apareça um monte de coisas, mas a gente não sabe. Hoje não tem nada. E, se não tem nada, por que pediram o passaporte? Qual o objetivo disso? Houve ali uma intimidação”, questiona.
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Após a derrota para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o governador de São Paulo diz ter aconselhado o parlamentar a não deixar o país. “O conselho que nós demos a ele – os advogados, eu, Rogério Marinho e as pessoas que estavam ali reunidas – foi que ele ficasse [no Brasil]. Mas é o que eu falo: eu não julgo a decisão que foi tomada, porque é muito duro passar”, afirmou.
Ao comentar sobre a possibilidade de entrar na disputa presidencial nas próximas eleições, Tarcísio disse que todos os seus projetos “são dedicados ao Senhor”.
“E tem mais uma coisa que eu não posso deixar de falar como cristão: eu sempre levo a questão espiritual para as minhas decisões. Eu acredito muito na vontade do Senhor. Deus abre as portas para você. Quando Deus abre uma porta, aquele projeto é de Deus. Quando Deus fecha uma porta, Ele está te dando um livramento.”
“Então, todos os meus projetos são dedicados ao Senhor, e eu acredito muito nisso. E Ele te mostra o caminho”, prossegue.
Governador defende impeachment de ministros do STF
Questionado sobre a crise institucional vivida no Supremo Tribunal Federal (STF), o governador de São Paulo defendeu uma reforma no sistema judiciário: “Eu acho que [a crise] tem que ser enfrentada com uma reforma [no Judiciário]. Temos que partir do pressuposto de que a coisa não está funcionando bem. E quem tem que estar preocupado com isso é o próprio Supremo Tribunal Federal, porque a crise é sem precedentes”, disse.
Sem citar nomes, Tarcísio defendeu o afastamento de ministros do STF acusados de irregularidades.
“O impeachment é um remédio que está previsto na legislação. Então, para crimes de responsabilidade, que sejam processados e julgados no Senado Federal. Eles vão se submeter, portanto, a um julgamento político. E eu acho que, toda vez que você tiver indício de crime, esse indício tem que ser apurado, tem que ser investigado e tem que ser, caso comprovado, respeitado o devido processo legal, punido.”
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