Saúde “Após 13 anos com crises lombares severas, a cirurgia me devolveu a vida e a alegria de não sentir mais nada”, comemora paciente
Entre 18,5% e 23,4% dos adultos no Brasil convivem com problemas crônicos de coluna, segundo a Pesquisa Nacional de Saúde.¹ Diante desse alto impacto populacional, a avaliação do sucesso das intervenções na coluna vertebral passa a focar no que realmente importa no dia a dia do paciente: a redução da dor, o ganho de funcionalidade e a recuperação da autonomia. Dados do Einstein Hospital Israelita, compilados por meio de questionários de PROMs (Patient-Reported Outcome Measures) de 2025, revelam que a percepção dos pacientes é amplamente positiva: 89% apresentaram melhora da funcionalidade um ano após a artrodese de coluna lombar, e 88%, um ano após a descompressão lombar.²
Um exemplo dessa transformação é a história de Alice Batista, coordenadora de comércio exterior de 45 anos, que conviveu por 13 anos com crises lombares severas e dependência constante de medicação. Ela chegou a passar por tentativas de infiltração com ozônio, acupuntura e fisioterapia contínua, mas a dor mecânica progressiva a impedia até de andar sem colocar o pé inteiro no chão de uma vez. Sem conseguir desfrutar os bons momentos com os filhos gêmeos, que ainda pequenos precisavam ajudá-la a se vestir e secar o cabelo durante as crises de muita dor, ela viu a condição impactar profundamente sua saúde emocional e metabólica antes de passar pela cirurgia de artrodese lombar, realizada em novembro de 2024 no Einstein.
“Eu perdi totalmente a qualidade de vida, até para ir ao banheiro eu levava o celular porque não sabia se conseguiria sair de lá”, relata Alice, que hoje está 100% sem dor e com a saúde completamente restabelecida. “Com três meses de pós-operatório, eu já estava jogando bola na fisioterapia de reabilitação. Hoje faço aulas de dança, vou à academia e viajo com a minha família. Após 13 anos com crises lombares severas, a cirurgia me devolveu a vida e a alegria de não sentir mais nada”, comemora. A trajetória da paciente ilustra como os dados de PROMs se traduzem na prática em autonomia e no fim do tabu sobre as cirurgias de coluna.
A artrodese lombar é uma cirurgia que visa estabilizar a coluna vertebral por meio da fusão permanente de duas ou mais vértebras comprometidas. O procedimento consiste na remoção do disco intervertebral danificado e no posicionamento de implantes de titânio (conhecidos como cages) preenchidos com enxerto ósseo, fixados por meio de hastes e parafusos pediculares.
“Trata-se de uma técnica indicada para casos em que a instabilidade da coluna gera compressão nervosa e dor crônica incapacitante. Com a evolução dos métodos minimamente invasivos e da tecnologia dos implantes, conseguimos preservar melhor a musculatura ao redor da coluna, acelerando o início do processo de reabilitação”, explica o Mário Lenza, gerente médico de Ortopedia do Einstein Hospital Israelita. “O objetivo central não é apenas alinhar a estrutura óssea, mas devolver a função sem gerar novas restrições ao paciente, permitindo que ele retome suas atividades físicas e profissionais com total autonomia”.
No entanto, o especialista reforça que a indicação cirúrgica exige rigorosa avaliação de pertinência do cuidado, sendo recomendada estritamente para casos elegíveis e após o esgotamento das terapias conservadoras. “No Einstein, adotamos programas específicos de segunda opinião e avaliação multiprofissional. A cirurgia deve ser enxergada como uma solução precisa para quando os tratamentos clínicos e minimamente invasivos não trazem mais resposta. O nosso protocolo garante que cada indicação seja respaldada por uma real necessidade médica, assegurando a segurança e o benefício ao paciente”, pondera o médico Mário Lenza.
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