Denúncias de assédio eleitoral chegam a 3,5 mil em 2026 e superam a de 2022
O MPT (Ministério Público do Trabalho) já soma 3.529 denúncias de assédio eleitoral em 2026, até as 13h desta quinta-feira (29). O número supera o total registrado em 2022, nas últimas eleições gerais, quando o órgão contou 3.373 denúncias.
O volume de registros aumentou significativamente em outubro, quando foram contabilizadas 2,7 mil denúncias, uma alta de aproximadamente 371% em relação a setembro, quando o MPT recebeu 552 casos. As notificações de outubro representam 76,5% de todas as denúncias registradas em 2026 até o momento.
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Na quarta-feira (28), o governo federal anunciou uma série de medidas para combater o assédio eleitoral no ambiente de trabalho. A iniciativa reúne o Ministério do Trabalho e Emprego, o MPT, a AGU (Advocacia-Geral da União), o TST (Tribunal Superior do Trabalho), o MPE (Ministério Público Eleitoral) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública.
Entre as ações previstas estão a ampliação dos canais de denúncia, a orientação dos trabalhadores por meio da Carteira de Trabalho Digital e a fiscalização de possíveis irregularidades. O governo também anunciou medidas para solicitar a retirada de conteúdos discriminatórios da internet e a responsabilização de empregadores envolvidos em práticas ilegais.
O MTE disponibilizou um canal para que trabalhadores que sofreram ou presenciaram situações de discriminação política no ambiente profissional possam registrar denúncias. Os relatos podem envolver ameaças de demissão, represálias ou pressão para votar em determinado candidato.
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