Campo Grande News
Sem manutenção, moradores se unem para pagar reparos em rua do Novo Século
Cansados de esperar por melhorias, 18 moradores da Rua Arcênio Menacho, conhecida como Rua 2, no Parque Novo Século, em Campo Grande, decidiram se unir para custear os reparos na via. O serviço está orçado em R$ 4,5 mil e inclui patrolamento, aterro e cascalhamento. Além das condições das ruas, a comunidade reclama do acúmulo de lixo e da falta de iluminação em um dos acessos ao bairro. A confeiteira Ivone Moraes Both, de 30 anos, presidente da Comissão Independente Amigos do Parque Novo Século, conta que os moradores se organizaram para dividir os custos da obra, após mais de oito meses de espera por atendimento da Sisep (Secretaria Municipal de Infraestrutura e Serviços Públicos). Segundo ela, o serviço prevê a utilização de 12 caçambas de material para aterro e cascalhamento. A medida foi tomada porque a rua estava intransitável, dificultando a entrada e saída de veículos. "Já fizemos reuniões com três secretários que passaram pela Sisep nesses últimos oito meses e, até hoje, nada. Não temos opção a não ser nós mesmos consertarmos as ruas do bairro", lamentou. A intenção da comunidade é estender as melhorias à Rua 3 e à Rua Ester Ana da Rocha, que dá acesso à região do Paulo Coelho Machado. Conforme Ivone, essas vias também têm pedidos de manutenção protocolados há mais de oito meses. A confeiteira relata que a situação se agrava durante as chuvas, quando a lama e as crateras dificultam a circulação. "Tem mães com filhos pisando na lama, desviando de crateras enormes para levar as crianças à escola. A pavimentação não vem e agora nem a manutenção das ruas é feita", criticou. Lixo e insegurança – Outro problema apontado pelos moradores é a situação de uma estrada de acesso à Rua 3, próxima à Rua José Pedrossian. Conhecido como "matinha do Novo Século", o trecho se transformou em ponto de descarte irregular de lixo e preocupa quem precisa passar pelo local, principalmente crianças que seguem para a escola. O motorista Silas de Souza Santos, de 34 anos, relata que quem chega ao bairro pelas Avenidas dos Cafezais e Gury Marques também utiliza a passagem. Segundo ele, a iluminação é precária e, nos dias de chuva, a lama dificulta o trânsito. Silas afirma que já solicitou providências à Sisep, mas o problema continua. Além do lixo acumulado, ele relata que a vegetação serve de esconderijo para pessoas que frequentam a área. Conforme os moradores, o local já foi cenário de crimes e também é utilizado para consumo de drogas. A preocupação é principalmente com as crianças que atravessam a região para chegar à Escola Municipal Professora Maria Regina de Vasconcelos Galvão. Algumas, segundo os relatos, fazem o trajeto desacompanhadas. A estrada funciona como acesso alternativo à Rua 3, enquanto a entrada principal é pela Rua Ester Ana da Rocha. Os moradores cobram limpeza, iluminação e manutenção para garantir condições mais seguras de passagem. A reportagem procurou a Sisep para saber se há previsão de limpeza e manutenção das vias citadas e aguarda retorno.
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