Política29 de outubro de 2026Aliado de Flávio Bolsonaro diz que termo "presidente eleito" e brasão com "Brazil" foram erros do Chat GPT
Redação Tribuna do Norte • 29 de outubro de 2026 • 14h27

O articulador político Paulo Figueiredo, que é aliado do senador Flávio Bolsonaro (PL) e de seu irmão, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro, afirmou que as versões da carta do senador divulgadas com o uso de um brasão antigo com a grafia "Estados Unidos do Brazil", e o uso do termo "presidente eleito", foram erros cometidos pelo Chat GPT durante os processos de revisão do documento. A declaração veio por meio da rede social "X", nesta quinta-feira (29).
Segundo Figueiredo, o ex-deputado do PL pediu para que a inteligência artificial colocasse o brasão da República na carta, mas a ferramenta utilizou um símbolo antigo, datado de 1889, no início da história republicana no país. "Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado", disse.
Ainda de acordo com o aliado bolsonarista, a IA incluiu, na primeira versão divulgada da carta, o trecho em que Flávio se apresentava como o verdadeiro "presidente eleito" do Brasil, baseando-se em uma versão anterior do texto.
Ele alegou ainda que a mudança pela expressão "líder" se atribui ao fator moral, real desejo que Flávio gostaria de expressar, e também porque "líder" descreve a situação jurídica da situação com "mais precisão".
Em resposta a um questionamento na mesma publicação, Paulo Figueiredo também alegou que não realizou uma última revisão nestes pontos antes de o próprio divulgar porque a medida não cabia a ele, e disse que "todos estavam bem cansados" na quarta-feira (28), o que teria dificultado o processo de avaliação antes da publicação.
"No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa", concluiu.
Leia a mensagem na íntegra:
"Sobre as diferentes versões da carta do @FlavioBolsonaro publicada ontem: tenho visto teorias da conspiração mirabolantes, algumas até engraçadas. Como a explicação é bem mais banal, achei por bem esclarecer.
Primeiro, o brasão antigo. Com as primeiras versões do texto finalizadas, o @BolsonaroSP pediu ao ChatGPT que inserisse o brasão da República. Por que o ChatGPT escolheu um brasão antigo da época em que Brasil se escrevia com Z, eu não sei. Mas nós achamos muito engraçado.
O segundo erro foi que, ao gerar o documento, a IA acabou incluindo uma versão anterior do texto, em que o Flávio se apresentava como o verdadeiro "presidente eleito".
Como vocês devem imaginar, uma carta que expressa uma realidade tão complexa passa por várias versões, com a contribuição intelectual de mais de uma pessoa. A versão final fala em "verdadeiro líder" por duas razões.
Primeiro, porque descreve com mais precisão a situação jurídica.
Segundo, porque liderança carrega um valor MORAL, que traduz o sentido desejado pelo Flávio. A liderança não se exerce com a caneta, e sim com o exemplo. E traz consigo um recado muito claro, inclusive a eventuais usurpadores: a liderança do movimento continuará sendo exercida.
Quando me mandaram a versão tida como final, perguntei se podia distribuir para a imprensa e me deram o ok. Assim o fiz e publiquei no meu X. Pouco depois percebemos os equívocos e corrigimos: primeiro o brasão, depois o texto. Para evitar conflito de versões, deixamos inclusive que o próprio Flávio tuitasse a versão corrigida. Nada demais.
No fim, o essencial está expresso com precisão pelo Flávio: estas eleições foram ilegítimas, ele não reconhece o resultado e continuará lutando para restaurar a democracia no Brasil. O resto é fetiche da imprensa".
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