DIA DO LIVROFotos: Conheça a incrível biblioteca Avertano Rocha, uma joia de Belém
No dia 29 de outubro, o Brasil celebra o Dia Nacional do Livro. Em Belém, especificamente no distrito de Icoaraci, está uma joia que permite comemorar a data com um acervo histórico: a Biblioteca Pública Municipal Avertano Rocha.
Fundada em 1972, a biblioteca funciona onde foi o antigo Chalé Tavares Cardoso, construído ainda nos tempos áureos da borracha, no início do século XX. O espaço abriga mais de 16 mil obras, incluindo raridades históricas como as Obras Reunidas de Antônio Tavernard e a obra histórica A Villa do Pinheiro, do escritor paraense Arthur Vianna, publicada originalmente em 1906.
Reformada e revitalizada pela Prefeitura de Belém, a estrutura teve intervenções de restauração que garantiram a preservação do prédio e geraram um aumento de 30% no público frequentador.
Incentivo à leitura
A Biblioteca Avertano Rocha é um ponto de encontro aberto a estudantes, pesquisadores e leitores de todas as idades. A instituição mantém parcerias de doações com pessoas físicas, universidades e bibliotecas comunitárias, recebendo mensalmente entre 80 e 100 novos exemplares.
Além de acolher novos leitores e obras, a instituição desempenha um papel fundamental na descentralização da leitura. Os livros excedentes do acervo são doados para bibliotecas comunitárias em bairros da capital e nas ilhas de Cotijuba e Combu, fortalecendo a formação de leitores em áreas periféricas e ribeirinhas.
Chalé Tavares Cardoso
O prédio que abriga a biblioteca guarda uma trajetória marcante do patrimônio arquitetônico paraense. O casarão de dois andares e um porão foi construído no início do século XX a mando do livreiro português Eduardo Tavares Cardoso, proprietário da histórica Livraria Universal, reconhecida como o melhor estabelecimento para venda de livros e serviços de impressão na Belém da época.
Inspirado no estilo eclético da arquitetura europeia, o chalé possui duas grandes escadarias frontais com guarda-corpos de madeira e duas cúpulas características na fachada, refletindo o estilo de vida de veraneio da elite da Belle Époque na antiga Vila do Pinheiro (atual Icoaraci).
Na época de sua construção, o terreno contava com o “Elevado Antônio Lemos”, uma comporta que canalizava as águas da Baía do Guajará para alimentar um lago particular pertencente à família.
Com o falecimento de Eduardo Tavares Cardoso em 1935, o imóvel permaneceu com sua herdeira até ser vendido ao Estado e, em 1972, transferido para o município de Belém para sediar a biblioteca pública. Após passar por restaurações ao longo das décadas, o Chalé Tavares Cardoso permanece como um importante símbolo de memória cultural e acesso ao conhecimento no distrito de Icoaraci.
Com informações da Agência Belém
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