Polícia PF mira grupo que usava aeroporto de Manaus para tráfico de drogas
Segunda fase da Operação Gatekeeper cumpriu mandados em Manaus e Coari e bloqueou até R$ 31 milhões em ativos.
Publicado em 29/10/2026 às 13h46
A Polícia Federal deflagrou a segunda fase da Operação Gatekeeper para desarticular um grupo suspeito de utilizar o Aeroporto Internacional Eduardo Gomes, em Manaus, para transportar drogas a outros estados brasileiros. As diligências foram realizadas na capital e no município de Coari, no interior do Amazonas.
Ao todo, foram cumpridos dois mandados de prisão preventiva e sete de busca e apreensão. A Justiça Federal determinou ainda o sequestro de oito veículos, o bloqueio de ativos financeiros dos investigados até o limite de R$ 31 milhões e a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático de 15 pessoas físicas e jurídicas.
Nesta segunda fase, a apuração identificou novos envolvidos no esquema, apontados como responsáveis pelo transporte dos entorpecentes e pela logística de compra de passagens aéreas. A investigação também alcançou o núcleo financeiro da organização criminosa, que movimentava milhões de reais por meio de contas em nome de terceiros, empresas de fachada e plataformas digitais para ocultar a origem dos recursos.
O caso começou a ser investigado em dezembro de 2024, após a prisão em flagrante de um passageiro flagrado com cerca de 18 quilos de maconha em um voo saindo de Manaus. Na primeira fase, deflagrada em março de 2025, os policiais identificaram ao menos 13 remessas da substância, que totalizaram aproximadamente 150 quilos. Quatro pessoas foram presas e indiciadas na ocasião, entre elas um servidor da Polícia Federal, posteriormente condenado pelas práticas investigadas.
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