Engenheiro vai a júri popular por morte de motociclista na Frei Serafim
O engenheiro Carlos Eduardo Marques Ângelo será submetido a júri popular pela morte do motociclista Edson Barbosa Dias, em um grave acidente ocorrido em março deste ano, em Teresina. A decisão foi determinada nesta quinta-feira (29) pelo juiz Muccio Miguel Meira, da 3ª Vara do Tribunal Popular do Júri da capital.
O magistrado reconheceu a existência de indícios suficientes de homicídio com dolo eventual, quando há o entendimento de que o condutor assumiu o risco de provocar a morte. Com isso, negou o pedido da defesa para que o caso fosse enquadrado como homicídio culposo na direção de veículo automotor, quando não há intenção de matar nem assunção desse risco.
O CASO
Nas primeiras horas da manhã de domingo (15), Edson Barbosa Dias deixou a esposa em uma entrevista de emprego e, ao retornar para casa e parar em um semáforo na Avenida Frei Serafim, foi atropelado violentamente pelo carro conduzido pelo engenheiro. O crime foi registrado por câmeras de monitoramento. Na ocasião, havia outros veículos que, por pouco, também não foram atingidos.
A motocicleta de Edson foi arrastada por cerca de 40 metros. No interior do carro do engenheiro foram encontrados garrafas de bebidas parcialmente ingeridas, porções de maconha, triturador e seda para o uso da droga. Após o acidente, o motorista foi cercado por populares, que acionaram a Polícia Militar. As equipes o levaram à Central de Flagrantes. O engenheiro negou fazer o teste de bafômetro, e estava transtornado, de acordo com a Polícia Civil.
Ministério Público denuncia engenheiro
Em abril, o Ministério Público do Piauí ofereceu denúncia contra o engenheiro.
Segundo o delegado Odilo Sena, o impacto foi extremamente violento, com indícios de alta velocidade. “A vítima deu um salto de aproximadamente 57 metros de altura, uma pancada muito forte, provavelmente bateu a cabeça, provavelmente teve vários ossos quebrados [...] tudo indica que ele estava em alta velocidade”, disse.
A vítima, Edson, era natural de Grajaú (MA) e morava em Teresina, onde trabalhava como motorista de aplicativo. Ele também já havia disputado eleições para vereador e cogitava nova candidatura. A esposa cobrou justiça e classificou o caso como assassinato.
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