PT-TO denuncia demissões e listas de boicote após reeleição de Lula
Partido cobra atuação do MPT e da Justiça contra retaliações em municípios tocantinenses para punir envolvidos e proteger os trabalhadores
Crédito: Reprodução redes sociais
O Diretório Estadual do Partido dos Trabalhadores no Tocantins (PT-TO) divulgou uma nota nesta quarta-feira 28, denunciando uma onda de fiscalização política no estado após o período eleitoral que elegeu Lula presidente pela quarta vez neste último domingo, 25. Segundo a nota, os trabalhadores estão sendo demitidos por causa do voto, pequenos comércios e serviços, e profissionais liberais, têm sido alvos de listas de boicote que circulam em redes sociais e aplicativos de mensagem em municípios tocantinenses, a exemplo de: Gurupi, Palmas, Porto Nacional e Araguaína.
O partido classifica as condutas como ilegais e abusivas, e destaca que a Constituição Federal assegura a livre manifestação de pensamento e a liberdade do exercício ao voto, sem retaliações e perseguição política.
Diante das denúncias, o partido cobrou a intervenção imediata dos órgãos de fiscalização e de Justiça para apurar as irregularidades e responsabilizar os envolvidos. O PT acionou o Ministério Público do Trabalho (MPT), da Superintendência Regional do Trabalho, da Justiça do Trabalho, do Ministério Público Estadual (MPTO), da Polícia Civil, do TRE-TO e da Defensoria Pública para apoiar eventualmente coações a substituições, garantir a reintegração e indenização de trabalhadores que forem perseguidos e demitidos e punir a criação e o compartilhamento de listas com o caráter de boicotar.
Nota na íntegra
O Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT-TO) denuncia uma onda de perseguição política que se espalha pelo estado após as eleições, em que trabalhadoras e trabalhadores estão sendo demitidos e pequenos comerciantes, falando de serviço e profissionais liberais estão tendo seus nomes expostos em listas de boicote, tudo isso por terem declarado voto no presidente Lula.
As listas circulam em grupos de WhatsApp e redes sociais de diferentes municípios tocantinenses, exigindo que a população deixe de comprar, contratar ou fazer qualquer negócio com as pessoas mencionadas. Em Gurupi, o Diretório Municipal do PT já denunciou publicamente uma dessas listas. Ao mesmo tempo, chegaram ao partido relatos de empresários que demitiram funcionários depois de saberem quem eles votaram.
Isso não é divergência política. É perseguição. Quem demite um pai ou uma mãe de família por causa do voto, ou tenta quebrar o pequeno negócio de alguém por causa de uma opinião, está punindo essa pessoa por exercer um direito que a Constituição garante a todos: votar em quem quiser e dizer o que pensa sem medo.
A Constituição Federal é clara ao afirmar que ninguém pode perder direitos por causa de suas convicções políticas. Demitir por causa do voto é ilegal. O trabalho e o sustento de quem trabalha não pode ficar nas mãos de quem não aceita o resultado das urnas.
O PT Tocantins manifesta solidariedade a cada trabalhadora, trabalhador e empreendedor atingido e cobra que os órgãos responsáveis entrem em ação imediatamente, cada um dentro do seu papel:
Ministério Público do Trabalho (MPT) – investigar e responsabilizar as empresas que estão demitindo, ameaçando ou enviando funcionários por causa do voto.
Superintendência Regional do Trabalho no Tocantins (Ministério do Trabalho e Emprego) – fiscalizar as empresas denunciadas e autuar quem estiver perseguindo trabalhadores.
Justiça do Trabalho – garantir a rapidez na volta ao emprego e a indenização de quem foi demitido por motivo político.
Ministério Público do Estado do Tocantins (MPTO) e Polícia Civil – identificar e responsabilizar quem produz e quem espalha as listas de boicote, bem como as ameaças e ofensas que as acompanham.
Ministério Público Eleitoral e Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO) – apurar se houve coação ou intimidação de eleitores ligada ao processo eleitoral.
Defensoria Pública do Estado do Tocantins – oferecer orientação jurídica gratuita a quem foi atingido e não pode pagar advogado.
O Tocantins não pode aceitar que o medo ocupe o lugar do debate. Eleição se decide no voto, não na demissão de quem trabalha nem no boicote a quem produz.
Palmas, TO, 28 de outubro de 2026.
Nile William
Presidente do Partido dos Trabalhadores do Tocantins (PT-TO)
Diretório Estadual do Tocantins
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