Operação Unha e Carne revela rede de patrimônio oculto no Rio
Imóveis de alto padrão, aeronaves executivas e veículos de luxo registrados em nome de laranjas. Esse foi o foco de uma operação realizada nesta quinta-feira (29) pela Polícia Federal (PF), que investiga uma organização criminosa suspeita de envolvimento em esquemas de lavagem de dinheiro e ocultação patrimonial.
Batizada de Unha e Carne, a nona fase da operação identificou bens registrados em nome de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do grupo investigado. As investigações também revelaram o uso recorrente de dinheiro em espécie, de entidades religiosas e de holdings patrimoniais para ocultar a propriedade de bens, além de movimentações financeiras sem rastreabilidade em empresas nacionais e estrangeiras.
No total, a PF apreendeu joias avaliadas em cerca de R$ 900 mil, cheques de alto valor, aparelhos de telefone celular, computadores, além de documentos diversos. Os agentes da PF cumpriram quatro mandados de busca e apreensão na zona sudoeste do Rio de Janeiro. Os mandados foram emitidos pelo Superior Tribunal Federal (STF).
De acordo com a PF, a nona fase da operação surgiu principalmente a partir da análise de dados extraídos de um telefone celular apreendido na quinta fase, que revelaram novos endereços, estruturas empresariais e ativos patrimoniais usados pelo grupo em suas atividades criminosas.
Operação Unha e Carne
A operação foi deflagrada após o vazamento das ações de polícias contra o Comando Vermelho (CV) durante a operação Zargun. O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, que foi apontado como o responsável pelos vazamentos, chegou a ser preso na primeira fase da operação Unha e Carne, mas foi solto dias depois.
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