Desafeto de Nunes é escolhido para comandar comissão de impeachment
Câmara Municipal de São Paulo instaurou grupo para analisar pedido de impeachment contra o prefeito Ricardo Nunes (MDB)
29/10/2026 16:45
, atualizado 29/10/2026 16:52

O vereador Rubinho Nunes (União) foi eleito o presidente da Comissão Especial da Câmara Municipal de São Paulo que analisa o pedido de impeachment do prefeito Ricardo Nunes (MDB), protocolado por vereadores do PSol. O relator do colegiado será o vereador Major Palumbo (PP).
O grupo fez sua primeira reunião na tarde desta quinta-feira (29/10). O pedido de impeachment foi protocolado por Amanda Paschoal (PSol), Silvia Ferraro (PSol) e Celso Giannaazi (PSol). Eles acusam Nunes de descumprir decisão da Justiça Eleitoral que determinou a disponibilização de 100% da frota operacional de ônibus da capital paulista no domingo, data do segundo turno das eleições presidenciais. Citam também a denúncia de que o prefeito convocou servidores comissionados para trabalharem pela campanha de Flávio Bolsonaro (PL).
Embora integre a base aliada do governo, Rubinho Nunes é desafeto do prefeito desde as eleições municipais de 2024, quando o vereador decidiu apoiar o ex-coach Pablo Marçal na disputa pela Prefeitura de São Paulo.
Além de Rubinho e Palumbo, integram a comissão os vereadores Luana Alves (PSol), Hélio Rodrigues (PT), Kenji Ito (Podemos), Sandra Tadeu (PL) e Sandra Santana (MDB).
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A comissão terá até dez dias para analisar se aceita ou não a denúncia. Caso não seja admitida, ela é arquivada automaticamente. Se a admissibilidade for aprovada, ainda precisará de votação em plenário para avançar. São necessários 33 votos para aprovação em plenário.
Protestos
Além dos movimentos da oposição na Câmara Municipal, manifestantes têm organizado atos de protesto contra Ricardo Nunes por conta da atuação do prefeito em prol da candidatura de Flávio Bolsonaro em meio à campanha eleitoral. Uma manifestação ocorreu na tarde dessa quarta-feira (28/10) em frente à sede da prefeitura.
Nesta sexta-feira (30/10), um ato está sendo organizado na Praça Roosevelt, região central da capital. Já no sábado (31/20), um protesto está sendo organizado na Praça Padra Manuel da Nóbrega, em frente ao Pateo do Collegio, também no centro de São Paulo.
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