Imirante
Governo Lula adia aval a novo embaixador dos EUA após fuga de Flávio
<p><strong>BRASIL </strong>– O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deve aguardar a redução das tensões políticas provocadas pela ida do senador Flávio Bolsonaro (PL) aos Estados Unidos antes de conceder aval ao novo embaixador americano no Brasil, Daniel Perez, indicado pelo presidente Donald Trump.</p><p>Segundo informações publicadas pelo jornal <i>O Globo</i> nesta quinta-feira (29), auxiliares do Planalto avaliam que o episódio não impede a aprovação do diplomata, mas recomenda cautela diante das declarações de Trump sobre as eleições brasileiras e da recepção de Flávio em território americano.</p><ul><li><a target="_blank" rel="noopener noreferrer" href="https://www.whatsapp.com/channel/0029Va9fyb7ADTOGmgNGLn3n"><strong>Clique aqui para seguir o canal do Imirante no WhatsApp</strong></a></li></ul><p>A concessão do chamado <i>agrément</i>, autorização necessária para que um diplomata estrangeiro assuma o posto, não é considerada uma prioridade imediata. Embora o governo espere aprovar Perez, a decisão deverá ocorrer após uma avaliação dos próximos movimentos da Casa Branca. A possibilidade de o aval ser concedido ainda neste ano não está descartada, mas não há expectativa de uma decisão no curto prazo.</p><h2>Postura dos Estados Unidos será determinante</h2><p>A avaliação do governo brasileiro é que a presença de Flávio nos Estados Unidos, por si só, não inviabiliza a aprovação do indicado. O cenário poderia mudar caso Trump passasse a questionar formalmente a legitimidade do governo Lula ou se Perez aderisse às acusações de fraude eleitoral.</p><p>Interlocutores do presidente observam que, apesar de levantar suspeitas sobre o processo eleitoral brasileiro, Trump não afirmou que deixará de reconhecer Lula como presidente. O americano também declarou gostar do petista e disse que não governa o Brasil. Essas manifestações são interpretadas pelo governo como sinais de que Washington pretende preservar espaço para o diálogo.</p><p>A orientação no Planalto é evitar uma reação direta de Lula às manifestações de Flávio, Trump e do presidente argentino, Javier Milei. Integrantes do governo acreditam que a controvérsia pode perder força sem uma resposta oficial.</p><p>A avaliação é que o resultado das eleições brasileiras fortaleceu a posição do governo para administrar eventuais pressões externas. O reconhecimento do resultado por lideranças internacionais, partidos brasileiros e pelo Judiciário também reduziu o espaço para questionamentos ao pleito.</p><h2>Eleições legislativas dos EUA entram no cálculo</h2><p>O governo brasileiro também pretende acompanhar as eleições legislativas americanas, marcadas para a próxima terça-feira (3), antes de avaliar os próximos passos da relação com Washington.</p><p>Integrantes do governo consideram que o resultado poderá indicar como ficará a capacidade de articulação de Trump no Congresso e quais serão os possíveis reflexos na política externa dos Estados Unidos. Uma ampliação da presença democrata nas duas Casas é vista por interlocutores como uma oportunidade de fortalecer o diálogo com setores do Legislativo americano.</p><p>A estratégia se aproxima da adotada durante o tarifaço do ano passado, quando o governo Lula manteve negociações com Washington apesar das ameaças comerciais e das articulações de Eduardo Bolsonaro junto à administração Trump.</p><p>Auxiliares do presidente avaliam ainda que Flávio perdeu capital político ao deixar o Brasil e divulgar uma carta em que inicialmente se apresentou como o verdadeiro presidente eleito. A expressão foi retirada posteriormente do documento.</p><h2>Relação com a Argentina também é acompanhada</h2><p>A atuação do governo de Javier Milei na saída de Flávio do Brasil também está no radar do Planalto. O senador atravessou a fronteira com a Argentina na noite de terça-feira e embarcou em um avião particular com destino aos Estados Unidos, com escala no Equador. Após chegar a Miami, publicou uma carta em que agradeceu nominalmente a Milei e Trump pelo apoio recebido.</p><p>Integrantes do governo brasileiro avaliam que o episódio amplia o desgaste nas relações com Buenos Aires, mas defendem cautela antes de qualquer reação diplomática. Na avaliação de interlocutores, Milei busca transformar as divergências com Lula em um confronto político, e uma resposta direta do presidente brasileiro poderia favorecer essa estratégia.</p><p>O impasse também dificulta a retomada da representação diplomática brasileira na Argentina no nível de embaixador. Interlocutores do governo não veem condições políticas para avançar nesse sentido no momento, embora não exista prazo definido para uma eventual mudança.</p>
📄 Contenido indexado automáticamente. No es de autoría de altabusqueda.com; los derechos pertenecen a su fuente: Imirante.
Ver nota original ↗
Ver nota original ↗
🤖 Profundizá esta noticia con OIMA (IA)
¿Querés un resumen rápido de esta noticia, hecho por nuestra IA?
Respuestas de OIMA · IA, sobre esta noticia ·
Abrir OIMA Chat ↗
