Quem é Jason Miller, aliado de Trump que ajudou Flávio a fugir para os EUA
Funcionário da Casa Branca e estrategista republicano teria organizado jato particular usado por Flávio para chegar aos EUA após derrota

Jason Miller, funcionário da área de comunicação da Casa Branca e aliado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu ser o responsável por organizar o jato particular utilizado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL) para chegar ao território norte-americano após a derrota na eleição presidencial brasileira.
A informação foi publicada inicialmente pelo jornal The New York Times nesta quinta-feira (29/10) e confirmada pelo Metrópoles.
Estrategista republicano e um dos principais nomes da comunicação digital do trumpismo, Miller mantém relações com integrantes do bolsonarismo e já atuou publicamente em favor de candidaturas do grupo político no Brasil.
Ele já criticou inúmeras vezes, nas redes sociais, a atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em relação ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
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Segundo o jornal norte-americano, o presidente Donald Trump autorizou a entrada temporária de Flávio nos Estados Unidos, enquanto Miller teria ajudado a viabilizar a viagem. O senador chegou a Miami na quarta-feira (28/10), acompanhado da mulher e das duas filhas, após passar pela Argentina e pelo Equador.
A entrada ocorreu por meio do chamado parole, mecanismo migratório que permite a permanência temporária de estrangeiros nos Estados Unidos em circunstâncias específicas, como razões humanitárias urgentes ou benefícios públicos significativos.


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Material cedido ao Metróploes
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O conselheiro sênior de Donald Trump, Jason Miller
Reprodução/ Jason Miller
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Eduardo Bolsonaro respondeu à publicação de Jason Miller sobre Moraes
Reprodução / Redes sociais
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Senador Flávio Bolsonaro se encontrou com o presidente Donald Trump em 26 de maio
Divulgação/Flávio Bolsonaro
Quem é Jason Miller
Nascido em Washington, nos Estados Unidos, Miller é formado em Ciência Política pela Universidade George Washington. De acordo com o The New York Times, ele iniciou a carreira política como assistente no Senado norte-americano e, posteriormente, consolidou sua atuação como estrategista de comunicação do Partido Republicano.
Ao longo da trajetória política de Trump, Miller ganhou projeção como um dos nomes ligados à estratégia de comunicação digital do presidente. Sua atuação inclui a defesa pública do republicano e o uso das redes sociais para divulgar mensagens políticas e rebater adversários.
A relação com o bolsonarismo também se tornou pública em diferentes ocasiões. Miller já apareceu ao lado de Jair Bolsonaro em agendas políticas e manteve interlocução com o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio.
Durante a campanha eleitoral brasileira, Miller chegou a pedir votos para Flávio Bolsonaro após um encontro do parlamentar com Trump em Washington. Em publicação na rede social X, o estrategista afirmou que “basta uma eleição para mudar tudo”.
Miller também se manifestou contra decisões do ministro Alexandre de Moraes relacionadas a Jair Bolsonaro, alinhando-se a críticas recorrentes feitas por aliados do ex-presidente brasileiro e por integrantes do governo Trump.
Ajuda a Flávio Bolsonaro para chegar aos EUA
A atuação de Miller na viagem de Flávio Bolsonaro ganhou relevância em meio às circunstâncias que antecederam a saída do senador do Brasil.
Na segunda-feira (26/10), a Polícia Federal solicitou que Flávio entregasse os passaportes em até 24 horas. A medida ocorreu em meio a investigações envolvendo o senador. Como os documentos não foram entregues dentro do prazo, as autoridades brasileiras os cancelaram e emitiram um alerta migratório para impedir a saída do país, segundo informações divulgadas pelo jornal norte-americano.
Apesar disso, Flávio e seus familiares conseguiram chegar aos Estados Unidos. Segundo o The New York Times, o planejamento da viagem começou a ser organizado na segunda-feira, após a determinação para a entrega dos passaportes.
O trajeto teria começado na Argentina, onde Flávio, a mulher e as duas filhas entraram por meio da Ponte da Fraternidade, que liga Foz do Iguaçu (PR) a Puerto Iguazú. Cerca de 40 minutos depois, a família embarcou em um avião da empresa privada Baires Fly com destino a Guayaquil, no Equador. De lá, seguiu para Miami.
O Departamento de Segurança Interna dos Estados Unidos informou ao jornal que os integrantes da família passaram por inspeção do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras e foram liberados ao fim do procedimento.
Trump confirmou publicamente que havia autorizado a entrada de Flávio no país. Segundo o jornal, uma autoridade norte-americana afirmou que o senador deverá solicitar um green card, documento que concede residência permanente nos Estados Unidos, e que o pedido poderá tramitar de forma acelerada.
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