Wanderlei avalia derrota de Dorinha: "Tem projeto que não encaixa"
Ao comentar a vitória de Vicentinho Júnior no Tocantins, governador nega impacto de sua gestão no resultado e reafirma que não se arrependeram do apoio à senadora
O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), comentou com a imprensa o resultado das eleições para o governo do estado nesta quinta, 29, durante uma entrevista coletiva no Palácio Araguaia. Apesar de registrar alta aprovação popular em sua gestão, o chefe do Executivo do estado defendeu que a relação entre a avaliação de seu governo e o resultado das urnas não foram determinantes, e afirmou que a dinâmica eleitoral segue dinâmicas próprias. "Tem projeto que às vezes o povo não assimila".
Ao analisar o pleito, Wanderlei reforçou que a desconexão entre governadores bem avaliados e a vitória das chapas de oposição foi realidade em diversos outros estados. A exemplo do Pará, Amazonas, Maranhão, Paraná, Rio Grande do Sul, Rondônia e Espírito Santo –, onde gestores populares também não conseguiram eleger os seus sucessores. E foi mais longe, relembrou o contexto histórico do próprio Tocantins, na época da implantação da capital, ressaltando que até mesmo o ex-governador Siqueira Campos também passou por situação semelhante em períodos de alta aprovação.
O governador apresentou que houveram dificuldades durante a campanha, mas que ele e a família estão convictos de que fizeram a melhor escolha. “Houve muitos problemas durante todo o processo de campanha. Mas cada momento político tem a sua história. Estamos tranquilos quanto a isso, respeitamos muito quem ganhou, mas não temos nenhuma reclamação de ter apoiado a senadora Professora Dorinha, porque ela faz um grande trabalho pelo estado".
A disputa pelo Palácio Araguaia encerrou no segundo turno das eleições com a vitória do deputado federal Vicentinho Júnior (PSDB) com 64,52% dos votos válidos (562.083 votos), frente a 35,48% dos votos válidos (309.076 votos) da Professora Dorinha (União). Com o fim do pleito, a gestão estadual deu início às tratativas para a transição administrativa, para garantir a continuidade dos serviços públicos, obras e ações da atual gestão em andamento até o encerramento do mandato.
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