CBF aciona Ministério Público contra presidente da Gaviões por publicação sobre árbitros
A CBF está protocolando, nesta quinta-feira (29), uma representação criminal e um pedido de providências no Ministério Público de São Paulo contra Alexandre Domenico, presidente da Gaviões da Fiel, torcida organizada ligada ao Corinthians. A iniciativa ocorre após uma publicação do dirigente sobre a arbitragem, na qual afirmou receber informações sobre os locais de hospedagem dos profissionais.
A entidade pede a abertura de um Procedimento Investigatório Criminal ou a requisição de um inquérito policial, além do reforço na segurança das equipes de arbitragem nos próximos jogos do Corinthians. Também solicita medidas na esfera cível e coletiva contra a torcida organizada e seus dirigentes.
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Na publicação, Domenico reclamou da arbitragem e disse que estaria ficando “insustentável segurar a massa”. Apesar de escrever que a mensagem não era uma ameaça, o presidente da organizada mencionou os hotéis dos árbitros e cobrou responsabilidade dentro e fora da arena.
— Recebemos muitas mensagens de até onde vocês se hospedam antes do jogo, tenham responsabilidade fora e, principalmente, dentro da nossa casa, isso não é uma ameaça, só estamos avisando que já está ficando insustentável segurar a massa!!! — escreveu.
CBF pede restrições e investigação sobre informações de hospedagem
Na representação, a CBF solicita que o Ministério Público peça à Justiça a proibição de Domenico acessar estádios e suas imediações em dias de jogos, além de se aproximar ou manter contato com as equipes de arbitragem.
A entidade também quer que seja investigada a origem das informações sobre a hospedagem dos profissionais. Segundo o documento, esses dados têm acesso restrito, e é necessário apurar se houve vazamento, acesso indevido ou participação de terceiros.
O pedido de reforço na proteção abrange os jogos do Corinthians contra Mirassol, nesta sexta-feira (30), e São Paulo, em 4 de novembro. A CBF solicita articulação com a Secretaria da Segurança Pública e a Polícia Militar para garantir a segurança nos estádios, nos hotéis e nos trajetos.
Entidade considera mensagem intimidatória
A CBF sustenta que a publicação ultrapassa os limites da crítica à arbitragem. No documento, argumenta que a referência aos locais de hospedagem, associada às advertências feitas por um dirigente de torcida organizada, tem caráter intimidatório.
A representação aponta possíveis crimes de ameaça, incitação ao crime e incitação à violência relacionada a evento esportivo. São enquadramentos apresentados pela entidade para análise das autoridades.
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