Membros do governo Trump pediram para Flávio retirar termo "presidente eleito", dizem colunistas
Flávio, que foi derrotado nas urnas no segundo turno das eleições, recuou da afirmação e trocou o termo "presidente eleito" para "líder"
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Publicado às 19:35, 29/10/2026
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Conforme a informação divulgada pela colunista do UOL, Mariana Sanches e confirmada pelo jornalista da Globo News, Valdo Cruz, representantes do Departamento de Estado do Estados Unidos teriam entrado em contato com o senador e avisado que o termo poderia gerar um problema nas relações diplomáticas entre os dois países.
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O uso do termo daria a impressão que o governo de Trump estaria acolhendo o senador nessas condições.
A carta veio a públicono mesmo dia que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro chegou aos EUA. Flávio está na Flórida, onde foi recebido com sua esposa e as duas filhas do casal, e recebeu visto humanitário.
Cronologia da carta
Por volta das 17h19min da quarta-feira, 29, Flávio publicou a carta em suas redes sociais em que se autodeclarava "verdadeiro presidente eleito". Cerca de 22 min da publicação do documento, a postagem foi apagada e substituída por uma nova carta já com o termo "líder do Brasil".
No documento ele aponta, sem provas, uma suposta fraude eleitoral durante a votação de domingo, 25, que elegeu o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para seu quarto mandato. Flávio questionou, sem apresentar provas, a determinação do ministro do Supremo, Cristiano Zanin sobre a prorrogação da votação no dia até às 19h.
Embora, após a derrota, o ex-presidenciável questione a prorrogação, a campanha dele, assim como a de Lula, pediram por mais tempo para que os eleitores pudessem votar.
Após às 17 horas, apenas 35 mil foram registrados, segundo o Tribunal Superior Eleitoral. A diferença entre o senador e Lula foi de 4,4 milhões de votos em favor do petista.
Flávio Bolsonaro entrou por terra na Argentina, onde embarcou em um avião particular, contornou o espaço aéreo brasileiro e realizou escala no Equador antes de desembarcar no seu destino, nos EUA, em fuga do País.
Na carta, o senador agradece ao presidente argentino, Javier Milei "pela coragem, senso de justiça e legalidade", e ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, descrito por ele como "um grande defensor da liberdade de expressão".
Dos EUA, ele falou aos seus aliados que será oposição, mas de lá: "Aos senadores, deputados e governadores que ajudei a eleger, e em especial ao meu candidato à presidência do Senado, Rogério Marinho: sei que hoje vocês não têm a liberdade necessária para o pleno exercício da atividade política. Por isso, liderarei a oposição daqui. Direi o que vocês, aí, não podem dizer, e assumirei os riscos que vocês não podem correr".
Flávio relatou em vídeo que, na manhã da segunda-feira, 26, após visitar seu pai, Jair Bolsonaro, foi abordado pela PF na porta da casa dele, quando foi intimado a entregar o seu passaporte, além de ter sido proibido de deixar o Brasil.
Segundo o senador, a PF cumpriu uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, baseada em uma declaração do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), irmão de Flávio, de 23 de outubro.
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