Política30 de outubro de 2026Transição no RN inclui políticos e representantes da Fiern
Redação Tribuna do Norte • 30 de outubro de 2026 • 00h00

A Comissão Mista de Transição Governamental constituída para organizar a passagem da administração estadual para o governador eleito Carlos Eduardo Xavier (PT), o “Cadu de Lula”, conta com 18 integrantes, dos quais seis são indicações do governo Fátima Bezerra (PT). Da lista de nomes constam técnicos, alguns integrantes do secretariado, mas também de políticos e representantes da classe empresarial indicados pelo futuro governador, como a engenheira civil Ana Adalgisa Dias Paulino, coordenadora Executiva de Relações Institucionais e com Mercado da Coordenadora Executiva de Relações Institucionais e com Mercado da Federação das Indústrias do Rio Grande do Norte (Fiern).
Da área política e com aval do novo governador, foi indicado o segundo vice-presidente da Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) e prefeito de Acari, Fernando Antonio Bezerra (Podemos), bem como o deputado federal Fernando Mineiro e o suplente de deputado federal Odon Júnior, que foi prefeito de Currais Novos e o presidente estadual do Partido Verde (PV), Rivaldo Fernandes.
A comissão será coordenada pela controladora-geral do Estado, Luciana Daltro de Castro Pádua, representante da atual gestão. O grupo terá como principal atribuição reunir e disponibilizar informações sobre a situação administrativa, fiscal, orçamentária, financeira, patrimonial e operacional do Rio Grande do Norte, permitindo que a nova equipe conheça a estrutura e as condições em que receberá o Estado.
Pelo governo Fátima Bezerra, também participarão o procurador-geral do Estado, Antenor Roberto Soares de Medeiros; o secretário estadual da Fazenda, Álvaro Luiz Bezerra; o secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Alexandre de Oliveira Lima; a secretária de Administração, Jane Carmen Carneiro e Araújo; e a secretária-chefe do Gabinete Civil, Maria Virgínia Ferreira Lopes.
Já a equipe do governador eleito será formada, além do próprio Carlos Eduardo Xavier e da vice-governadora eleita Larissa Rosado, pelo deputado federal Fernando Mineiro, Augusto Cesar Macedo Brandão de Araújo, Ceres Virgínia da Costa Dantas, João Ricardo dos Reis Cavalcante Cerqueira, Natália de Sena Alves, Pedro Augusto Figueira Albuquerque, Ana Adalgisa Dias Paulino Rivaldo Fernandes Pereira, e Fernando Antônio Bezerra.
O trabalho da comissão será dividido em três estruturas: Coordenação-Geral, Secretaria-Executiva e Grupos Técnicos Temáticos. Esses grupos serão organizados de acordo com as áreas estratégicas da administração estadual e as prioridades estabelecidas no plano de governança da transição.
Entre as atribuições da comissão estão a elaboração de diagnósticos e relatórios, o levantamento de obrigações e compromissos do governo, a identificação de riscos administrativos e financeiros e o acompanhamento de situações que possam comprometer a continuidade dos serviços públicos.
A coordenação também deverá elaborar, em conjunto com os demais integrantes, o Plano de Governança e o Plano de Trabalho da Transição, com definição de responsabilidades, metodologia para compartilhamento e validação de informações, cronograma de atividades e produtos a serem apresentados.
O ato publicado no “Diário Oficial do Estado” na quinta-feira (29), determina ainda que todos os órgãos e entidades da administração estadual prestem apoio técnico e administrativo, fornecendo documentos e informações de suas respectivas áreas. A responsabilidade pela produção, consistência e atualização dos dados continuará sendo dos próprios órgãos.
Sem remuneração
A participação na comissão não será remunerada. Os servidores públicos que integrarem o colegiado continuarão recebendo os vencimentos e vantagens de seus respectivos cargos.
O documento também estabelece que os trabalhos deverão respeitar as regras de transparência, proteção de dados pessoais, sigilo legal e segurança da informação.
A comissão terá suas atividades encerradas com a posse do governador eleito, sem prejuízo das obrigações posteriores de prestação de contas e das providências administrativas que permanecerem sob responsabilidade dos órgãos estaduais.
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