Medo de fazer sexo durante a menopausa pode desencadear quadro de ansiedade
Devido ao ressecamento e outros sintomas, muitas mulheres ficam com receio de fazer sexo na menopausa. Quadro pode desencadear ansiedade

Os efeitos da menopausa impactam o sono, o humor, a autoestima e até a relação da mulher com o próprio corpo — fatores que têm influência direta na vida sexual. Nesse cenário, é muito comum surgir uma ansiedade constante, alimentada pelo medo da dor ou pela cobrança por desempenho no sexo.
Ao Metrópoles, a psiquiatra Elaine Bida comenta que, com a diminuição do estrogênio, é natural ocorrer ressecamento vaginal, o que pode provocar desconforto durante o ato.
“Quando a mulher passa a associar o sexo à dor, pode começar a sentir medo antes mesmo de qualquer contato íntimo. Esse receio gera tensão, dificulta a excitação e pode fazer com que ela evite as relações sexuais. A menopausa é também um período de maior vulnerabilidade a sintomas de ansiedade e depressão”, destaca.


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Como identificar que ultrapassou o limite do hormonal?
Embora a diminuição da libido seja um processo natural, ela chama atenção para a importância de reconhecer quando não se trata apenas de alteração hormonal. Alguns sinais são:
- Medo de sentir dor;
- Ansiedade antes do contato íntimo;
- Vergonha ou insegurança com o próprio corpo;
- Evitação frequente;
- Sentimento de culpa por não corresponder às expectativas do parceiro;
- Tristeza, irritabilidade ou preocupação excessiva.

“Quando esses sentimentos passam a interferir na intimidade e na qualidade de vida, é importante investigar a presença de ansiedade ou de outros fatores emocionais. A questão não é quantas vezes a mulher sente desejo, mas se essa mudança está causando sofrimento”, explica.
E o tratamento?
Acerca do tratamento, Elaine afirma que a abordagem é multidisciplinar. No quesito físico, hidratantes vaginais e fisioterapia pélvica podem ser algumas das soluções para o ressecamento e para a dor. No mental, por sua vez, ela indica psicoterapia, diálogo aberto com o par e técnicas de relaxamento.
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Por último, a médica enfatiza que a avaliação psiquiátrica se torna necessária quando a ansiedade é intensa e limitante.

“É importante quando a mulher observa perda de interesse por atividades que antes eram prazerosas, dificuldades importantes no relacionamento ou sofrimento emocional que compromete sua qualidade de vida”, encerra.
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