Certamente

Se derrotado na sua pretensão de se tornar presidente, seria de sua responsabilidade liderar as nossas oposições. Ao ter obtido exatos 59.826.232 votos no 2º turno, o candidato Flávio Bolsonaro foi eleito para liderar a oposição ao governo Lula, mas como se revelou um mau perdedor, certamente os antilulistas deverão estar à procura de alguém que esteja à altura de os representar; afinal de contas, quem foge da luta política sem justificadas razões perde a autoridade para se transformar em um líder, justamente o que fez Flávio Bolsonaro após sua mais recente derrota. Daí a pergunta: por que ele fugiu de forma tão covarde?
Para bolsonaristas e, em particular, para os familiares do próprio ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto os EUA se mantiverem sob o comando político do presidente Donald Trump, tudo nos faz crer que será para lá que os seus familiares buscarão refúgio e proteção.
Isto aconteceu em 2022, quando o ainda presidente Jair Bolsonaro, nos últimos dias do seu mandato, deu a entender que, de mala e cuia, iria se mudar para os EUA — embora, alguns meses após, tenha retornado ao nosso país e, inexplicavelmente, tenha se tornado o líder inconteste dos opositores ao governo do presidente Lula.
Ainda assim, o chamado bolsonarismo foi aparecendo e crescendo, mesmo após a inelegibilidade e a condenação do próprio Jair Bolsonaro, este acusado e julgado por haver tramado um golpe de Estado, o mais grave dos crimes a ser cometido em todas as sociedades democráticas.
Eu, particularmente, jamais cerrei fileiras em favor do candidato Lula, e menos ainda do candidato Flávio Bolsonaro, simplesmente porque sempre fui contra a polarização política que havia se estabelecido no nosso país. Entretanto, como jamais desperdicei o meu voto, não votar no candidato Flávio Bolsonaro entre as opções disponíveis fazia parte das minhas próprias convicções políticas.
Como no 1º turno o candidato Flávio Bolsonaro passou a contar a seu favor com os mais importantes cabos eleitorais do nosso país — ou seja, com os governadores do RS, SC, PR, RJ, SP, MG, GO e Brasília, entre outros —, parecia cada vez mais que, no 2º turno, o candidato Lula seria derrotado, pois as suas chances de vitória cada vez mais minguavam.
Enquanto isso, já calçado com seus sapatos bastante altos, o candidato Flávio Bolsonaro já fazia planos para compor o seu futuro ministério e as presidências das nossas principais empresas estatais: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Petrobras.
Se, no princípio ou no final do próximo mandato do presidente Lula, a polarização lulismo/bolsonarismo tiver chegado ao fim e uma nova legislação eleitoral tiver sido aprovada, me darei por satisfeito.
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