Empresas usam cada vez mais IA para proteção a ataques cibernéticos
Chamadas de organizações agênticas, modelo usa agentes de inteligência artificial autônomos trabalhando 'lado a lado' com humanos
Por Adriano Queiroz
Notícia
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Publicado às 07:00, 30/10/2026
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Resumo
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Empresas utilizam inteligência artificial para fortalecer a cibersegurança e otimizar processos
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O especialista Roger Medke apresentou o cenário atual durante o evento Trust Summit
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O sistema financeiro brasileiro registrou 99 incidentes cibernéticos até setembro de 2026
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O modelo de organização agêntica une agentes de IA autônomos ao trabalho humano
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Hackers estão adotando ferramentas de IA para ataques em ritmo mais acelerado que as defesas
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Agentes de segurança sem a devida governança podem se transformar em novas ameaças
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Ferramentas gratuitas e baratas tornam a criação de agentes acessível a empresas de qualquer porte
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O CEO Alberto Jorge alerta que os ataques usam IA autônoma e exigem respostas na mesma velocidade
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A observação é do futurista e estrategista em inteligência artificial, Roger Medke, durante a 3ª edição do Trust Summit, evento organizado pela Trust Control, uma das maiores empresas de cibersegurança do Norte e Nordeste.
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O movimento não é à toa. Só o sistema financeiro brasileiro registrou 99 incidentes cibernéticos entre janeiro e setembro de 2026, segundo dados do Banco Central. O número já supera os 76 casos contabilizados durante todo o ano de 2025.
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Nesse contexto, o uso da IA como proteção está sendo feito dentro do conceito de organização agêntica, um modelo de empresa onde agentes de inteligência artificial autônomos trabalham lado a lado com humanos. “Não é um conceito futuro, mas é algo que já está acontecendo. E nós estamos aqui falando justamente sobre segurança da informação onde a implementação da IA está sendo imensamente adotada por várias empresas no mundo inteiro”, constatou.
Para o especialista, que é também cofundador e head de inovação e estratégia de IA na Justo, a proteção cibernética é um grande desafio, sobretudo porque a inteligência artificial também está sendo cada vez mais usada para fazer ataques. “O atacante, neste caso aqui a pessoa que vai fazer a invasão está se empoderando dessas ferramentas de IA muito mais do que as empresas que estão se preparando para usar a IA para se defender”, ponderou.
“A gente está vendo várias coisas acontecerem. Então, se a empresa não se organizar em relação, inclusive, aos próprios agentes que ela está colocando como guard rails, como segurança, como governança, esses próprios agentes, daqui a pouco, podem se tornar ameaças para a empresa”, acrescentou Medke, que é também fundador da Builden AI e criador da startup Gholias Tecnologia Industrial, voltada à transformação digital da manufatura.
Ele afirmou ainda que o uso da IA para estruturação de uma organização agêntica pode se dar para diferentes portes de empresas. “Não é uma questão de só empresas médias e grandes que têm condições, não. Empresas pequenas, empresas de um empreendedor só, autônomas, também têm essa condição por quê? Porque a tecnologia está muito mais acessível. Tem um custo muito mais baixo”, afirmou.
“Com a tecnologia aumentando de forma exponencial, o custo tende a baixar para todos. Então, inclusive com ferramentas gratuitas que a gente tem acesso, onde você pode criar agentes sem custo nenhum. O único custo é o tempo de você parar, criar o agente ali. Então, assim, não diria que há um privilégio só para a média ou grande empresa, não, hoje ela está disponível para qualquer porte de empresa”, disse.
Já o CEO da Trust Control, Alberto Jorge, destaca que os ataques estão muito mais sofisticados com o uso da IA. “A gente acha que o ataque muitas vezes é: recebi um e-mail, cliquei duas vezes, pronto, já fui atacado. Não, na verdade ali é o começo. Depois desse acesso inicial, o atacante se movimenta lateralmente, saindo daquilo que ele ganhou para ele chegar onde ele quer, que são dados ou dinheiro”, exemplificou.
“Então, a gente começa a olhar de uma forma diferente para o atacante porque a velocidade dele é muito grande. Falei de um ataque que o atacante fez em 27 segundos. Vinte e sete segundos é muito mais do que a gente só parar pra pensar. Então, se a gente não usar as mesmas técnicas, a IA agêntica nós vamos ficar pra trás”, alertou.
“Já tem ataques que de 80% a 90% de todo o processo é feito de forma autônoma, sem nenhuma interferência humana. O humano aparece entrando em pontos que são, digamos assim, mais de decisão. E a próxima onda que a gente vai ver é essa IA cada vez mais autônoma, tomando decisões em vez do humano”, concluiu.
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