Empresários do setor de apostas culpam Janja por proibição das bets

Empresários culpam Janja por convencer o marido presidente a derrubar os sites, sob falso pretexto de que o povo apostador não tinha mais dinheiro para ir a shows. (Foto: reprodução/Youtube Canal Gov)
Os empresários do setor de bets, que tinham muita esperança na eleição de Flávio Bolsonaro para tentar viabilizar as operações das plataformas legais – têm mágoa com a primeira-dama Janja da Silva. Entre portas, eles culpam Janja por convencer o marido presidente a derrubar os sites, sob falso pretexto de que o povo apostador não tinha mais dinheiro para ir aos shows de cantores apoiadores do governo. Conforme a Coluna revelou há dias, o setor já demitiu quatro mil funcionários após o decreto que proibiu as bset.
Aposta
Um deputado federal perdeu a aposta e vai pagar R$ 1 milhão a um colega de plenário. Ambos assinaram acordo em cartório, com firma, a dois dias do 2º turno, revelou a Tribuna da Bahia. O que perdeu, claro, apostou na vitória de Flávio.
O povo paga
Só pode ser leniência do Ministério Público Federal em não tomar ato de ofício, ou um cochilo brabo da oposição em não abrir os olhos para os números. Num país sério, alguém tomaria a iniciativa de investigar um contrato de R$ 2 bilhões do Ministério da Saúde com uma entidade social recém-aberta, comandado por uma médica que cantou "Presidenta, I Love You" quando Dilma Rousseff ficou internada em SP.
Sapato alto
De um ex-governador aliado do presidente Lula, para a Coluna, indicando os fatores que, na sua visão, derrotaram Flávio Bolsonaro: “Um somatório” de situações. “Para mim, o pior é o salto alto, como dizer: "Não quero que o presidente me passe a faixa, vai ser meu pai”. “A potencial ministra da Fazenda dele falando em cortes e copiar o modelo Milei” etc.
Perseguição
Ex-ministro do Meio Ambiente, o deputado estadual Carlos Minc (PSB-RJ) criticou a colega de ALERJ, Índia Armelau (PL), que propôs a patrões a demissão de funcionários que votaram no presidente reeleito. “Isso é República?”, questionou o parlamentar. “Nem monarquia, nem despotismo esclarecido é. Isso é despotismo da vingança”, disse em seu Instagram.
Milho no comboio
A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) realizará pregão de frete para contratar o transporte de 9,9 mil toneladas de milho dos estoques públicos. A disputa ocorrerá na terça-feira (3) pelo Sistema Eletrônico da Conab, com ofertas decrescentes de preços e recursos de operações oficiais de crédito. O milho é da safra 2024/25.

Leandro Mazzini
Leandro Mazzini é jornalista desde 1996. É graduado pela FACHA-Rio e pós-graduado em Ciência Política na UnB. Foi colunista do Jornal do Brasil, Gazeta Mercantil, Revista Isto É, Portais iG e UOL. Apresentou programas na Rede Vida de TV (2010 a 2014) e na Band TV Rio (2023 a 2025). Edita a Coluna Esplanada com equipes de Brasília, Rio e SP, reproduzida em jornais de todas as capitais. **Os textos do colunista não expressam, necessariamente, a opinião da Gazeta do Povo.
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