Jovem teve celular verificado por matadores ao sair para comprar lanche com a namorada
Por LEONARDO MELO, de Macapá (AP)
A Polícia Civil do Amapá indiciou dois homens por envolvimento no assassinato de Willian Brene Dias Lima, de 26 anos, executado a tiros no bairro Universidade, na zona sul de Macapá. O crime ocorreu na manhã de 7 de outubro de 2025, quando a vítima saiu de casa com a namorada para comprar um lanche. Segundo as investigações, o homicídio teria sido motivado por uma abordagem ocorrida na noite anterior, quando criminosos exigiram verificar o celular do jovem.
De acordo com a Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Brenê estava em uma área de pontes quando foi abordado por dois homens, que exigiram acesso ao aparelho. O jovem permitiu a verificação. Depois de examinarem o celular, os suspeitos fizeram contato telefônico com um terceiro homem.
Na manhã seguinte, por volta das 7h, Brene e a namorada saíram da residência onde haviam passado a noite para comprar um lanche. Como o estabelecimento ainda estava fechado, os dois decidiram aguardar sobre uma ponte. Foi nesse momento que um homem armado apareceu e atirou contra o jovem, atingindo principalmente a cabeça.
“Como o local estava fechado, eles ficaram na ponte até que o local abrisse. Foi quando apareceu um homem armado e efetuou alguns disparos contra a vítima. Ele foi executado com tiros na cabeça por conta dessa identificação que os dois indivíduos fizeram”, explicou o delegado José Mário Carneiro, da DHPP.

Brene foi morto com tiros na cabeça em área de ressaca

Local onde o jovem passou a noite com a namorada e depois foi executado
Os investigadores identificaram os dois suspeitos como Mayk Willian Brito Félix, conhecido como “MK”, e Richard Félix dos Santos, chamado de “De Menor”. Ambos foram indiciados por homicídio qualificado por motivo fútil e pela atuação de organização criminosa com emprego de arma de fogo.
Segundo a polícia, o suspeito de ter efetuado os disparos é adolescente. Por isso, a apuração sobre a participação dele foi encaminhada à Delegacia Especializada na Investigação de Atos Infracionais (Deiai), que deverá confirmar sua possível responsabilidade pela execução.
“Eles apontaram a vítima para a participação. O executor a Deiai ainda precisa confirmar se foi mesmo ele”, acrescentou o delegado.
A investigação também apontou que Willian Brenê não possuía antecedentes policiais. Os dois indiciados tiveram a prisão preventiva decretada pela Justiça, mas os mandados foram cumpridos no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), onde já estavam presos por envolvimento em outro inquérito relacionado ao tráfico de drogas.
Com a conclusão do trabalho policial, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar as provas e decidir se oferece denúncia à Justiça contra os dois investigados.
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