Política e CulturaWagner Moura é cotado para assumir Ministério da Cultura no quarto governo Lula Ator baiano aparece em articulações de bastidores ao lado de Chico César e Maria Marighella; informações indicam, porém, que Margareth Menezes pode permanecer no comando da pasta
O ator baiano Wagner Moura está entre os nomes cotados para assumir o Ministério da Cultura no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A possibilidade foi divulgada pelo jornal O Globo e movimentou os bastidores políticos em Brasília.
Além do artista, o cantor e compositor Chico César e a atriz e deputada federal eleita Maria Marighella (PT-BA) também aparecem nas conversas sobre o futuro da pasta.
Atualmente, o ministério é comandado pela cantora Margareth Menezes, que assumiu o cargo em janeiro de 2023, após a recriação da estrutura durante o início do terceiro governo Lula.
Apesar das especulações sobre possíveis substitutos, informações publicadas pelo Bahia Notícias, com base na coluna da jornalista Bela Megale, de O Globo, apontam que o presidente não teria sinalizado intenção de promover mudanças no comando da pasta e planeja manter Margareth no posto.
Wagner Moura ganhou projeção internacional
Natural de Salvador, Wagner Moura construiu uma carreira de destaque no cinema, no teatro e na televisão. O ator ganhou reconhecimento internacional com produções como Tropa de Elite, Narcos e, mais recentemente, O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho.
Pela atuação no longa, Moura recebeu indicação ao Oscar 2026 na categoria de Melhor Ator. A produção também levou o cinema brasileiro à disputa internacional, ampliando a visibilidade do artista no exterior.
Além da carreira artística, o ator tem participação ativa em debates políticos. Durante a campanha eleitoral de 2026, manifestou apoio à reeleição de Lula e participou de mobilizações envolvendo profissionais do setor audiovisual e a defesa das políticas culturais brasileiras.
Apesar da projeção e do envolvimento com pautas culturais, Wagner Moura não possui experiência anterior em cargos de gestão pública. Uma eventual nomeação representaria sua estreia na administração federal.
Chico César e Maria Marighella também são cotados
Outro nome mencionado nas articulações é o de Chico César. O cantor e compositor paraibano tem experiência na administração pública. Em 2009, presidiu a Fundação Cultural de João Pessoa (Funjope) e, entre 2011 e 2014, comandou a Secretaria de Cultura da Paraíba.
Já Maria Marighella reúne experiência política e atuação na gestão cultural. Atriz e ativista, ela foi eleita vereadora de Salvador em 2020 e assumiu posteriormente a presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura. Em 2026, foi eleita deputada federal pela Bahia.
Margareth Menezes pode continuar no cargo
Margareth Menezes está à frente do Ministério da Cultura desde a recriação da pasta, em 2023. Cantora, compositora e gestora cultural, ela também fundou a Associação Fábrica Cultural, em Salvador, organização voltada a projetos de cultura, educação e sustentabilidade.
A recriação do ministério marcou a retomada de uma estrutura própria para a formulação e execução de políticas públicas culturais, depois de a pasta ter sido rebaixada a secretaria especial durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
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