FLÁVIO BOLSONARO Deputados dos EUA cobram explicações de Trump sobre fuga de Flávio do Brasil
BRASÍLIA - Um grupo de 25 parlamentares norte-americanos enviou uma carta ao secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, questionando se o governo de Donald Trump auxiliou na fuga de Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil. A informação é do portal Politico.
O documento, que contém uma lista de perguntas sobre o envolvimento do Departamento de Estado dos EUA no caso, também contesta o processo de aprovação da entrada do senador e de sua família no país.
A carta é liderada pelas deputadas democratas Sydney Kamlager-Dove (Califórnia) e Dina Titus (Nevada), ambas da Comissão de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes dos EUA.
Entre outras perguntas, elas pedem que Rubio esclareça se o Departamento de Estado coordenou a emissão de um visto para Flávio com outras agências, se os agentes estavam cientes das investigações abertas contra o senador brasileiro, e se houve ajuda direta do governo norte-americano na fuga do ex-candidato.
"O povo americano e o Congresso têm um interesse de fiscalização legítimo em entender se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram usados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira", detalha o documento.
O Departamento de Estado dos Estados Unidos não respondeu aos questionamentos da imprensa norte-americana. Já o Departamento de Segurança Interna do país afirmou que o processo de imigração de Flávio e sua família ocorreu de acordo com as regras previstas.
"Bolsonaro chegou ao sul da Flórida com sua família e foi recebido e inspecionado pela Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) de acordo com as leis e procedimentos de imigração aplicáveis", explicou o órgão.
A fuga de Flávio
Anteriormente, o jornal The New York Times reportou que a saída de Flávio Bolsonaro do Brasil foi organizada diretamente pelo governo Trump. O jato que levou o senador de Puerto Iguazú, na Argentina, até Miami teria sido providenciado por Jason Miller, funcionário de comunicação da Casa Branca.
O jato voou, no fim da noite de terça (27/10), da Argentina para o Equador, onde abasteceu, e depois seguiu para Miami. Irmão de Flávio, o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro teria mantido contato com Miller durante a operação.
Flávio foi notificado pela Polícia Federal (PF) para entregar seus passaportes na segunda-feira (26/10). A PF pediu uma ordem judicial ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes a partir do inquérito em que Flávio é investigado com o advogado e empresário Willer Tomaz por suposta lavagem de dinheiro – Willer é suspeito de lavar mais de US$ 1 bilhão por meio de esquema envolvendo bets.
+ Entenda inquérito sobre elo entre Flávio Bolsonaro e Willer Tomaz que levou a ações contra senador
O magistrado concordou com a alegação de risco de fuga de Flávio, já que Willer deixou o Brasil em agosto, também com destino a Miami, e não retornou. Até o momento, não há acusações formais contra o senador.
Por outro lado, o mandato de Flávio termina em janeiro de de 2027. A partir de então, ele poderá enfrentar processos relacionados a esta e outras investigações criminais, como o que envolve o dinheiro para o filme “Dark Horse”, sem desfrutar de imunidade parlamentar.
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