Campo Grande News
Desemprego cai a 5,2%, mas 5,6 milhões ainda procuram trabalho no Brasil
O desemprego caiu para 5,2% no Brasil no trimestre encerrado em setembro, mas 5,6 milhões de pessoas ainda procuravam trabalho no País. Os dados divulgados nesta sexta-feira (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que a taxa é a menor registrada para um terceiro trimestre desde o início da série histórica da Pnad Contínua, em 2012. O índice recuou 0,2 ponto percentual em relação ao trimestre de abril a junho, quando estava em 5,4%. Na comparação com o mesmo período de 2025, a queda foi de 0,4 ponto percentual, já que a desocupação atingia 5,6% da força de trabalho. Em números absolutos, o contingente de desempregados diminuiu 4% em três meses, o equivalente a 234 mil pessoas. Em um ano, a redução chegou a 417 mil brasileiros, ou 6,9%. Ao mesmo tempo, o número de pessoas ocupadas alcançou 103,6 milhões, maior contingente da série histórica. Foram incorporados 581 mil trabalhadores em relação ao trimestre anterior e aproximadamente 1,2 milhão na comparação anual. O nível de ocupação, indicador que mede a proporção de pessoas trabalhando entre aquelas em idade de trabalhar, chegou a 59%. O resultado representa aumento de 0,2 ponto percentual em relação aos três meses anteriores. Carteira assinada – Apesar do crescimento da ocupação, o número de empregados com carteira assinada no setor privado permaneceu estatisticamente estável. O País contabilizava 39,4 milhões de trabalhadores nessa condição, sem considerar os empregados domésticos. Também ficaram estáveis os contingentes de trabalhadores sem carteira assinada, estimados em 13,7 milhões, e daqueles que atuavam por conta própria, que somavam 26,1 milhões. Entre os setores econômicos, a construção civil foi o único a apresentar crescimento estatisticamente significativo da ocupação na comparação trimestral. O segmento incorporou 210 mil trabalhadores, aumento de 2,8%. O rendimento médio real dos brasileiros ocupados chegou a R$ 3.790 mensais. O valor ficou estável em relação ao trimestre anterior, mas apresentou crescimento de 3,6% na comparação com o mesmo período de 2025. Os dados fazem parte da Pnad Contínua, pesquisa que acompanha a situação do mercado de trabalho brasileiro por meio de entrevistas domiciliares.
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