Do “roubo” do casaco ao alívio da ansiedade: o verdadeiro motivo de elas ficarem com o moletom do parceiro
A retenção do moletom do namorado por parte das parceiras não decorre de mero apego à peça ou esquecimento casual, mas sim de uma resposta biológica inconsciente para regulação emocional.
Estudos apontam que o hábito é impulsionado pelo vínculo olfativo e pela sensação de proteção gerada pelo odor do parceiro.
O impacto do cheiro no cérebro
O cérebro processa o aroma natural do parceiro impregnado no tecido por meio do sistema olfativo, que possui ligação direta com a amígdala e o hipocampo. Essas estruturas são responsáveis pelas memórias sociais e pelo processamento das emoções.
Pesquisas da University of British Columbia demonstram que a inalação do cheiro do parceiro romântico reduz os níveis de cortisol, o hormônio associado ao estresse no organismo feminino.
Além disso, a presença desse odor estimula a liberação de oxitocina, substância química ligada ao bem-estar e ao fortalecimento do vínculo afetivo, promovendo alívio da ansiedade e simulando o conforto de um abraço.
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Objeto de transição no público adulto
Na psicologia, o vestuário retido atua como um objeto de transição. Esse conceito descreve itens utilizados para preencher fisicamente a ausência do parceiro e manter uma sensação contínua de segurança.
Portanto, o uso contínuo da peça funciona como uma ferramenta de proteção psicológica que torna o distanciamento físico mais suportável.
*Publicado por Beto Souza da CNN Brasil
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