Mario Quevedo celebra vitória da liberdade de expressão em grupo de mídia
Na ocasião, o jornalista questionou publicamente os critérios utilizados para impedir sua participação em um espaço que se apresenta como ambiente de comunicação, informação e debate
O jornalista Mario Quevedo, correspondente do Rondônia ao Vivo em Vilhena, comemorou o desfecho do episódio envolvendo sua exclusão por três vezes do grupo de WhatsApp Julinho Notícias. Para ele, o resultado não representa uma vitória pessoal, mas o triunfo da democracia, do bom senso, da liberdade de expressão, da civilidade e da importância do debate político, mesmo quando existem divergências de pensamento.
O caso ganhou repercussão depois que Quevedo foi retirado do grupo nos dias 26, 27 e 29 de outubro, por decisão atribuída ao administrador Elione Russo. Na ocasião, o jornalista questionou publicamente os critérios utilizados para impedir sua participação em um espaço que se apresenta como ambiente de comunicação, informação e debate.
A repercussão levou profissionais de comunicação e integrantes da imprensa a se manifestarem em defesa da liberdade de expressão. Em nota à imprensa, assinada por Paulinha Cástio, foi reafirmado que o grupo deve ser um espaço de pluralidade, respeito e participação democrática, no qual as divergências sejam acolhidas.
O documento também registra que foi solicitado o retorno de Mario Quevedo ao grupo, mas que a reinserção depende do destravamento da plataforma WhatsApp, que estabelece um período de espera após exclusões repetidas.
Para Quevedo, o episódio deixa uma lição que vai além de uma situação envolvendo um grupo de mensagens. Segundo ele, não se deve desistir de uma luta quando se acredita que ela é justa, tampouco aceitar passivamente situações que possam representar restrições à liberdade de manifestação.
O jornalista avalia que pequenas atitudes individuais podem produzir mudanças importantes quando as pessoas não se deixam abater ou intimidar. Ele considera que, em um momento particularmente delicado para as instituições democráticas, é necessário enfrentar situações de arbitrariedade, sempre pelos meios corretos, com argumentos, respeito e responsabilidade.
Quevedo também destacou a importância da comunicação e da imprensa na divulgação de episódios dessa natureza. Segundo ele, dar visibilidade aos acontecimentos foi fundamental para ampliar o debate e permitir que outras pessoas conhecessem o que estava ocorrendo.
O correspondente agradeceu aos veículos de comunicação de Rondônia que repercutiram o caso, aos amigos e a todas as pessoas que se posicionaram em defesa do que consideram correto e justo.
Ele também fez questão de agradecer ao grupo Julinho Notícias e, particularmente, a Julinho da Rádio, a Dilmar Benites, conhecido como Corujão, e a Paulinha Cástio, por agirem para que houvesse um entendimento e para que a justiça prevalecesse.
O jornalista ressaltou que divergências políticas e opiniões diferentes não podem servir de justificativa para o retorno de práticas de censura, autoritarismo ou arbitrariedade. Para ele, a democracia pressupõe justamente a convivência entre pensamentos distintos, o respeito ao contraditório e a possibilidade de enfrentamento de ideias sem que isso resulte no silenciamento de quem pensa diferente.
Mario Quevedo espera que o episódio sirva de exemplo para outras situações, demonstrando que a omissão e a conformidade diante de pequenas restrições podem abrir espaço para problemas maiores. Na avaliação dele, quando cada cidadão decide não se deixar intimidar e assume uma atitude em defesa de seus direitos, contribui para preservar os valores democráticos.
Ao concluir sua manifestação, Mario Quevedo recorreu à passagem de 2 Timóteo, capítulo 4, versículos 7 e 8, associando a mensagem bíblica à perseverança diante das dificuldades e à convicção de quem não abandona uma causa que considera justa.
“Combati o bom combate, terminei a corrida, guardei a fé.”
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