Fonteles nega que tenha sido convidado para chefiar a Fazenda
BRASÍLIA - O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), negou novamente que tenha sido convidado para comandar o Ministério da Fazenda no quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Fonteles vem sendo apontado como o sucessor do atual ministro da Economia, Dario Durigan, e entrou no radar do mercado financeiro após a reeleição de Lula.
“Reforço o que disse em algumas entrevistas: nunca tratei com o presidente Lula ou com qualquer outra pessoa (seja familiar, amigo, aliado ou adversário) sobre cargos no seu próximo mandato e muito menos sobre política econômica. Informo também que não tenho conhecimento sobre nenhuma visita do presidente ao nosso estado”, disse o governador em publicação nas redes sociais na noite de quinta-feira (29/10).
Em entrevista à “GloboNews” na segunda-feira (26/10), ele já tinha negado a hipótese: "Nunca tratei com Lula sobre qualquer cargo no mandato”.
Formado em Matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI) e mestre em Economia Matemática, Fonteles comandou a Secretaria de Fazenda do estado antes de se tornar governador e presidiu o Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda (Comsefaz) entre 2019 e 2022.
O governador foi reeleito no primeiro turno com 71% dos votos válidos, o maior percentual para o cargo no pleito deste ano. Em 2022, apesar de nunca ter concorrido a um cargo eletivo, venceu a disputa no primeiro turno com 57,2% dos votos válidos.
Além disso, foi por 72% dos eleitores piauienses, segundo pesquisa Datafolha publicada em agosto deste ano.
“Mais uma vez o Piauí foi o estado em que o presidente Lula teve o seu maior percentual de votos. Foi o único estado do Brasil que não elegeu nenhum deputado do PL. Foi o estado do Brasil que teve o maior percentual de votos para o seu governador. E o estado do Piauí elegeu todos os senadores aliados ao presidente Lula, bem como 9 dos 10 deputados federais e 27 dos 30 deputados estaduais”, comentou o governador na publicação.
Fonteles também fez parte da equipe da campanha de reeleição de Lula e foi chamado de “comandante” pelo presidente durante o seu discurso de vitória. "Quero dizer para vocês que a comunicação digital vai ganhar um espaço muito grande no meu governo. Eu, inclusive, já ganhei um celular do meu comandante Rafael", afirmou Lula no último domingo (25/10).
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Na publicação nas redes sociais, o governador do Piauí celebrou a vitória de Lula. Ele afirma que deu “uma modesta contribuição” na campanha.
“Fico muito feliz em ter dado uma modesta contribuição para essa virada espetacular no segundo turno das eleições presidenciais, garantindo a nossa democracia, a nossa soberania e os direitos sociais do nosso povo.”
Quem são os cotados para assumir a equipe econômica no ‘Lula 4’
Ex-ministro da Educação do atual governo, o senador Camilo Santana (PT-CE) arranca como o mais cotado para assumir a Casa Civil no quarto mandato de Lula. O político cearense saiu fortalecido após ter assumido a coordenação da campanha do petista no segundo turno e liderado uma mudança de rumos na eleição. Além disso, coordenou outra virada: a do governador reeleito do Ceará, Elmano de Freitas (PT), sobre Ciro Gomes (PSDB).
Outro nome ventilado para a Casa Civil é o do ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), derrotado na eleição ao governo de São Paulo. Contudo, ele sai enfraquecido após ter tido uma votação abaixo do esperado na disputa contra o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos). Ainda assim, é um dos nomes a quem Lula tem mais apreço dentro do PT.
O nome do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), que no governo Lula 3 foi ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e ganhou destaque durante as negociações com os Estados Unidos pelo fim do tarifaço, também é sondado. Pesa a favor de Alckmin a proximidade com agentes do mercado financeiro e com o próprio presidente Lula.
Outros nomes correm por fora para o comando da Fazenda, como o atual ministro, Dario Durigan, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, além do ministro do Planejamento, Bruno Moretti.
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