Idoso matou ex, de 24 anos, após ela não devolver celular
A recusa em devolver um aparelho celular teria motivado um fazendeiro, de 62 anos, a atirar e matar a ex-namorada, de 24, em Rifaina, no interior de São Paulo. É o que revelou o irmão de Priscila Lacerda Custódio, Geovane Santana, que socorreu a familiar. A jovem era mineira de Perdizes, no Triângulo Mineiro. O suspeito teve a prisão preventiva decretada pela Justiça, contudo, até a manhã desta sexta-feira (30/10), seguia procurado pela polícia.
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Priscila já havia terminado o relacionamento com o fazendeiro, mas retornou à cidade paulista na companhia do irmão para devolver uma caminhonete de luxo do ex que estava com ela. "Assim que chegamos a Rifaina, fomos conversar com ele. A Priscila falou que não queria mais nada, pois tinha sido agredida por ele", contou Santana em um vídeo que circula pelas redes sociais.
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Diante da negativa de reatar o relacionamento, o fazendeiro exigiu que a jovem devolvesse um celular. Contudo, Priscila teria respondido que não entregaria o aparelho porque o ex já tinha vários outros. "Aí ele respondeu assim: 'Ah, é? Não vai devolver não?'. Já tirou o revólver e atirou. Eu gritei: 'Não faz isso com ela, não, pelo amor de Deus'", relembrou, emocionado.
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Após atirar em Priscila, o fazendeiro se virou para Santana, que fugiu para se proteger com medo de também ser baleado. "No mesmo momento em que saí, eu voltei, pois tinha que socorrer minha irmã. Tudo foi muito rápido, entre 10 e 15 segundos", disse.
Santana definiu a irmã como uma jovem trabalhadora e relembrou as raízes da família. "Uma moça bonita, trabalhadora, que a vida inteira nunca mexeu em nada de ninguém. Ela sempre foi honesta. Nós viemos de família humilde, na nossa família não tem um boletim de ocorrência, não tem uma queixa na polícia. Nós já tivemos muitas coisas tiradas de nós, mas nunca precisamos tirar nada de ninguém", completou, pedindo que a justiça seja feita.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito já tem histórico de violência contra a mulher e descumprimento de medidas protetivas em relação a outra ex-companheira. As buscas por ele continuam.
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