Democratas questionam Rubio sobre ida de Flávio aos EUA

Carta enviada a Rubio questiona como o Departamento de Estado coordenou a concessão dos vistos a Flávio e família e se a pasta ajudou na ida aos EUA (Foto: Antonio Lacerda/EFE)
Um grupo de 25 parlamentares do Partido Democrata, de oposição ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou uma carta ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, para questionar a acolhida do senador Flávio Bolsonaro (PL), da sua esposa e das duas filhas do casal no país.
O candidato derrotado à presidência chegou à Flórida na quarta-feira (28), em uma operação que passou pela Argentina e pelo Equador, após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ter determinado depois da eleição de domingo (25) que Flávio não poderia deixar o Brasil.
O senador e sua família ingressaram nos EUA sob uma autorização de permanência por motivos humanitários, o chamado humanitarian parole, que permite ficar no país por um ano.
Porém, relatos da imprensa americana apontaram que a gestão Trump deve acelerar a concessão do green card, que permite residência legal permanente nos EUA, a Flávio e seus familiares.
Segundo o site Politico, a carta enviada a Rubio foi encabeçada pelas deputadas Sydney Kamlager-Dove e Dina Titus e assinada por mais 23 parlamentares democratas.
No documento, os democratas pedem ao secretário que esclareça como o Departamento de Estado coordenou com outros órgãos a concessão dos vistos; se as autoridades tinham conhecimento das investigações em curso contra Flávio no Brasil; e em que medida a pasta e seus funcionários o auxiliaram a deixar o Brasil e vir para os Estados Unidos.
“O povo americano e o Congresso têm um interesse legítimo de fiscalização em compreender se recursos diplomáticos e de imigração dos EUA foram utilizados para facilitar a viagem de uma figura política estrangeira nessas circunstâncias”, escreveram os parlamentares.
“A transparência é particularmente importante quando os fatos relatados envolvem um processo judicial estrangeiro, relações bilaterais sensíveis e a aplicação coerente das políticas de imigração e diplomáticas dos EUA”, afirmaram os democratas.
O advogado mexicano Simón Levy, aliado de Trump e Rubio, disse que a operação foi arquitetada pelo secretário de Estado americano, que ainda não se pronunciou sobre a carta da oposição.
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