Campo Grande News
Procura por artigos de Halloween começa devagar, mas lojas apostam em variedades
A procura por artigos de Halloween (Dia das Bruxas), celebrado em 31 de outubro, começou, de forma tímida, nas lojas de fantasias e artigos de decoração. Entre capas, máscaras, acessórios e enfeites temáticos, consumidores procuram opções para participar de festas e comemorações da data. Em uma visita a dois estabelecimentos: Paulistão e São Gonçalo, a reportagem encontrou diferentes percepções sobre o movimento deste ano, além de consumidores que apostam na criatividade para montar os próprios personagens. Os estabelecimentos também estão apostando em variedades para atrair a clientela. Na loja São Gonçalo, a gerente Ana Carolina Horácio, de 30 anos, estima um crescimento de 5% nas vendas, embora avalie que o movimento esteja semelhante ao do ano passado. Ela também observa que a maioria dos clientes prefere escolher e levar a fantasia na hora, sem fazer reservas antecipadas. O público inclui adultos e crianças, especialmente estudantes que participam de festas temáticas nas escolas. “Esse ano eu estou achando um movimento bem parecido em relação ao ano passado. O que mais sai são as capas e coisas para fazer maquiagem. A pessoa compra falso machucado, ela cria mesmo a fantasia dela. Agora, as crianças pequenininhas já procuram a fantasia pronta: vestidinho de bruxa, roupa de vampiro”, comentou. A preparação para a data também exige planejamento. De acordo com Ana Carolina, a busca por fornecedores começa meses antes, com pesquisas para encontrar produtos de qualidade e maior variedade. “Para comprar os produtos de Halloween, a gente fica procurando em vários fornecedores. A gente vai pesquisando e procurando para poder achar qualidade melhor, mais opções. A gente procura pelo menos uns dois meses antes de começar o Halloween. A gente tira a Festa Junina daqui da loja e já monta a parte do Halloween, juntamente com a parte de Natal”, explicou. No Paulistão, a subgerente Luana Alves, de 23 anos, também avalia que a procura está melhor em comparação com o ano passado. Segundo ela, o aumento na realização de festas tem contribuído para as vendas. “Até que esse ano está melhor. No ano passado foi meio fraco em questão de Halloween. Mas eu acredito que esse ano deu uma melhorada. Há bastante procura, estão fazendo bastante festa, então está muito bom para a gente”, disse. Apesar da procura por fantasias, a subgerente destaca que os artigos de decoração têm apresentado uma saída ainda maior. Entre as opções mais procuradas para vestir, estão os personagens tradicionais da data. “Estão procurando bastante fantasia de bruxa, vampiro, mas, em questão de decoração, está saindo bem mais.” Criatividade e tradição nas fantasias Entre os consumidores, a escolha da fantasia também envolve criatividade e planejamento. Para a técnica de Enfermagem Liliane Ângela dos Santos, de 35 anos, o Halloween é uma comemoração especial. Além de gostar da temática de terror, ela aproveita a data para celebrar o aniversário, em 1º de novembro. “Todo ano eu literalmente me empolgo com o Halloween. Gosto de ir ao Blues bar porque é o meu aniversário, em 1º de novembro, aí eu vou para comemorar. Agora não vou mais de vampira, vou de Pânico”, contou. A possibilidade de encontrar outras pessoas que compartilham o interesse pela temática é um dos motivos que a fazem participar das festas todos os anos. “Isso só tem uma vez no ano e é raro você encontrar um lugar que tenha essa coisa de fantasia. Eu gosto tanto daquele personagem de terror, aí você vai e sabe que lá vai estar todo mundo da mesma forma.” Liliane também costuma complementar o visual em diferentes estabelecimentos, comprando acessórios separadamente para construir a personagem. A criatividade, inclusive, já rendeu uma de suas fantasias favoritas. “Foi ano passado, porque eu fui de noite. Uma noiva que eu mesma inventei. Eu comprei um vestido preto de noiva, fiz o véu preto com rosas pretas, a noiva toda chorando, como se tivesse sido degolada. E eu fiz uma história por trás disso. A lente branca, com os olhos todos brancos, ficou show”, destacou. Para Sabrina, de 29 anos, a data também é uma oportunidade de reunir amigos e organizar comemorações em casa. Ela conta que costuma comprar a maior parte das fantasias pela internet e procura o comércio do Centro para encontrar acessórios e itens de decoração que complementem a produção. “A gente se reúne em casa com os amigos mais próximos e faz sempre uma festinha de Halloween. Geralmente, eu venho ao Centro para complementar a fantasia. Eu compro mais online, aí a gente geralmente vem para comprar mais coisas de decoração e acessórios.” Sobre os gastos, considera que é possível montar uma produção sem comprometer tanto o orçamento. “O gasto geralmente é bem considerável, não é um gasto tão alto. Dá para comprar bastante coisa com pouco dinheiro. Eu vou de Mortícia, meu esposo de Gomez, minha amiga vai de Ravenna e ele [amigo] vai de Mutano. Ah, eu amo, muito legal.” As formas de conseguir a fantasia variam entre os consumidores. Jennifer Fernandes dos Santos, de 19 anos, prefere produzir a própria roupa como uma maneira de economizar. “Gosto mais de fazer, gasto menos fazendo a própria fantasia.” Já Maria Luiza Rossi, também de 19 anos, considera que o aluguel pode compensar financeiramente, principalmente quando se trata de uma fantasia pronta. “Gosto mais de alugar, vale a pena o preço que pago.”
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