Pastora e cantora gospel: quem é a vereadora que apoiou demissão de petista
Natural de Rio Branco, no Acre (AC), Patrícia atua como vereadora em Belém (PA). Casada e mãe de um filho, a parlamentar também é cantora
30/10/2026 15:08
, atualizado 30/10/2026 15:14

A vereadora que se retratou por determinação da Justiça do Trabalho após mensagens que incentivaram demissão de petistas é Patrícia Luila Queiroz Capra, de 45 anos, dos Progressistas (PP).
Em publicação nas redes sociais, logo depois do segundo turno das eleições, Patrícia sugeriu que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT para promover a demissão daqueles que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Natural de Rio Branco, Patrícia atua como vereadora em Belém (PA). Casada e mãe de um filho, a parlamentar também é cantora gospel, com diversos CDs gravados, e filha do pastor Paulo Queiroz, se tornando também pastora.
Patrícia foi eleita vereadora em 2024, logo em sua primeira eleições e recebeu 8.330 votos. A conquista deu a ela o cargo de 3º vice-presidente da Câmara Municipal de Belém.
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Em 2020, Patrícia foi candidata a vice-prefeita de Belém, na chapa do deputado federal José Priante (MDB).
Patrícia acabou sofrendo um atentado em sua própria residência. Pelo menos quatro tiros de arma de fogo foram disparados contra sua casa, atingindo paredes, um veículo estacionado na garagem, e a janela de um quarto, onde ela dormia com seu filho, na época com cinco anos. Ninguém ficou ferido.
Polêmica
A vereadora publicou uma retratação nas redes sociais nessa quinta-feira (29/10), afirmando que os empregados têm direito de escolher seus candidatos, após a decisão da Justiça do Trabalho determinar que ela não praticasse e nem incentivasse atos de discriminação ou assédio eleitoral contra trabalhadores.

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Retratação
Reprodução / Redes sociais
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Postagem com Flávio Bolsonaro
Reprodução / Redes sociais
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Vereadora tem que se retratar após publicações sobre contratações de petistas
Reprodução / Redes sociais
A determinação ocorreu após a parlamentar publicar mensagens nas redes sociais, logo depois do segundo turno das eleições, sugerindo que empregadores identificassem funcionários que votaram no PT para promover a demissão daqueles que apoiaram o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Além de proibir a prática e o incentivo a condutas discriminatórias e de assédio eleitoral, a decisão judicial estabeleceu que Patrícia deveria se retratar publicamente.
Em suas redes sociais, ela postou a determinação e a retratação.
“Declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.
A decisão atende a uma ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT).
Na quarta-feira (28), a Câmara Municipal de Belém aprovou uma licença de 22 dias solicitada pela vereadora para tratar de assuntos particulares.
A coluna Na Mira tenta localizar a defesa de Patrícia Queiroz. O espaço permanece aberto para manifestações.
Acusação movida pelo MPT
Segundo a denúncia do MPT, as mensagens compartilhadas pela vereadora têm potencial para incentivar práticas discriminatórias e estimular demissões em massa de trabalhadores exclusivamente por suas convicções políticas e ideológicas.
Os atos ganham ainda maior gravidade por partirem de “agente pública investida de mandato eletivo, cuja posição institucional lhe confere maior visibilidade, credibilidade e capacidade de influência perante a coletividade”, diz a ação.
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