Candidatos com mesmo nome disputam vaga no Senado dos EUA
Uma disputa eleitoral incomum chama a atenção no estado do Alasca, nos Estados Unidos. Dois candidatos com o mesmo nome, Dan Sullivan, aparecem na mesma cédula de votação para uma vaga no Senado americano, gerando confusão entre os eleitores e acusações mútuas entre o Partido Democrata e o Partido Republicano.
O caso ganhou ainda mais repercussão ao se tornar objeto de uma investigação criminal. O Departamento de Justiça já teria enviado intimações para apurar se os democratas agiram propositalmente ao colocar um segundo candidato homônimo na disputa.
A editora de Internacional da CNN, Mariana Catacci, detalhou a confusão durante o Live CNN desta sexta-feira (30). Ela explicou que, nos Estados Unidos, este caso está sendo visto como uma “supresa de outubro”.
“É uma expressão usada para um evento que acontece no mês que antecede a eleição, seja presidencial ou de meio de mandato, e que pode alterar o rumo da eleição no mês seguinte”, contou Catacci.
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Como surgiu a candidatura de dois Dan Sullivans
O sistema eleitoral do Alasca permite que os quatro candidatos mais bem votados nas primárias, independentemente do partido, avancem para a eleição geral.
Foi assim que um candidato independente também chamado Dan Sullivan conseguiu se inserir na disputa e aparecer ao lado do candidato republicano de mesmo nome na cédula de eleição no Alasca.
Segundo uma reportagem do jornal The New York Times, a equipe da candidata democrata Mary Peltola teria recrutado propositalmente esse segundo Dan Sullivan para causar confusão entre os eleitores e diluir os votos do candidato republicano.
A prática, conhecida como ballot stacking, consiste em incluir candidatos com poucas chances reais de vitória na cédula com o objetivo de sobrecarregar a urna e fragmentar os votos do adversário.
Legalidade e repercussão política
Embora moralmente questionável, a tática do ballot stacking é considerada legal nos Estados Unidos e já foi utilizada tanto por democratas quanto por republicanos em diferentes eleições.
No entanto, o caso específico do Alasca gerou uma reação institucional: o Departamento de Justiça iniciou investigações para determinar se a conduta dos democratas configura algum tipo de violação legal.
O contexto político torna o episódio ainda mais sensível. O Alasca é um estado em que os republicanos lideram, mas onde os democratas têm conseguido se posicionar de forma competitiva nas pesquisas, com risco real de o estado eleger um senador democrata.
O presidente Donald Trump já alegou, sem apresentar provas, que há indícios de fraude eleitoral na disputa, o que deve alimentar ainda mais o debate político nos próximos dias.
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